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Professores em greve ocupam o centro do Rio

Grupo marcha do Largo do Machado à Cinelândia. Polícia cerca o prédio da Câmara Municipal para evitar invasão. Mascarados circulam entre professores

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro - 1 out 2013, 13h40

Um grupo de cerca de 300 professores em greve, concentrado no Largo do Machado desde a manhã desta terça-feira, decidiu, em votação, marchar até a Câmara Municipal, onde deve ser votado à tarde o Plano de Cargos e Salários da categoria, proposto pelo prefeito Eduardo Paes. Na Cinelândia, em frente à sede do Legislativo, já estão concentradas desde o início da tarde algumas centenas de pessoas, a maior parte com adesivos, roupas pretas, camisas e faixas com palavras de ordem em apoio aos docentes.

A Câmara Municipal amanheceu cercada por policiais e viaturas do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O protesto, que por enquanto é pacífico, corre o risco de ter o mesmo destino da manifestação da noite de segunda-feira: já há alguns mascarados, em menor número, circulando entre os manifestantes. Na noite de segunda-feira, um grupo de cerca de 100 integrantes do movimento Black Bloc se apropriou do protesto e passou a enfrentar policiais militares. Oito pessoas foram detidas – nenhuma delas ligada aos professores.

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A ocupação policial para evitar ocupações inclui o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, prédios públicos e vias ao redor da Câmara Municipal. Para a votação desta tarde, cada vereador poderá levar apenas um convidado, que entrará no plenário usando uma senha entregue a cada um dos parlamentares.

Os professores exigem que o projeto que estabelece o Plano de Cargos e Salários seja retirado do regime de urgência, por não contemplar as reivindicações da categoria. O prefeito Eduardo Paes argumenta que a votação em regime de urgência foi uma exigência do Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe).

Esta manhã, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, vereadora Teresa Berguer (PSDB), anunciou que encaminhará à tarde um ofício à mesa diretora e à presidência da Casa para solicitar a retirada do projeto do regime de urgência. “Precisamos evitar uma tragédia. Se este plano dor votado, não sabemos o que pode acontecer. O risco é grande e a presidência da casa deve agir com responsabilidade. Não se pode botar em risco a vida das pessoas. Neste momento, o palácio (Pedro Ernesto) não oferece segurança. A votação deve ser suspensa”, afirmou. O Plano de Cargos e Salários recebeu 29 emendas, apresentadas por vereadores da base de apoio de Paes e da oposição.

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