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Presidente do Pros tem prisão temporária decretada, mas está foragido

Operação apura apropriação e desvio de recursos públicos destinados à compra de gases medicinais; partido está coligado ao PT na eleição presidencial

A Justiça Federal decretou a prisão temporária, por cinco dias, do presidente do Pros, Eurípedes Júnior, em operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira. O dirigente partidário, entretanto, está foragido. O partido está formalmente coligado à chapa do candidato petista à Presidência Fernando Haddad (PT).

A operação Partialis, da PF, apura apropriação e desvio de recursos públicos federais destinados à aquisição de gases medicinais em Marabá (PA), Altamira (PA) e Brasília (DF), segundo comunicado da PF. De acordo com levantamentos preliminares das investigações, os valores desviados dos cofres públicos podem chegar a mais de R$ 2 milhões.

Os agentes da PF também fizeram buscas na sede do partido. A corporação cumpre 17 mandados judiciais, dos quais quatro de prisão preventiva e quatro de temporária. O órgão não divulgou detalhes dos motivos que a levaram a pedir a prisão do dirigente.

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Em nota publicada em seu site, o partido afirmou que a ação da PF envolveu endereços relacionados ao Pros e disse que a legenda “preza pela lisura e transparência de sua gestão e estará à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

A nota diz que o Ministério Público se manifestou contrário à prisão temporária e que se trata de “uma acusação absurda sem fundamento jurídico algum”. O comunicado alega que não há qualquer envolvimento do partido ou do presidente da legenda em atos ilícitos e conclui que as movimentações financeiras do partido são devidamente informadas aos órgãos competentes conforme a legislação.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)