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Os medos de Bolsonaro a menos de 100 dias da eleição

Presidente teme uma derrota por larga margem de votos para Lula e ser alvo de uma ordem de prisão depois de deixar o governo.

Por Daniel Pereira Atualizado em 4 jul 2022, 09h38 - Publicado em 2 jul 2022, 20h26

Estagnado em segundo lugar nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PL) deflagrou uma ofensiva a fim de vencer a eleição presidencial a qualquer custo. Detalhado numa reportagem da nova edição de VEJA, seu plano prevê a aprovação de um pacote de 40 bilhões de reais em novas despesas, a consolidação de alianças políticas controversas, a intensificação da estratégia de intimidação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a exploração de denúncias de corrupção contra Lula e o PT.

Entre essas iniciativas, a aposta principal recai sobre a liberação bilionária de recursos para financiar, por exemplo, a ampliação do Auxílio Brasil e do vale-gás, além do pagamento de uma ajuda a caminhoneiros autônomos. Em desvantagem na corrida presidencial, Bolsonaro mandou às favas o teto de gastos, recorreu à gastança e partiu para o tudo ou nada. Essa estratégia é reflexo de uma série de medos do mandatário. 

Bolsonaro teme, por exemplo, perder para Lula no primeiro turno. Algumas pesquisas recentes, como as do Datafolha e da Quaest, mostram que o petista pode vencer já na primeira rodada de votação. Outros levantamentos, no entanto, consideram tal possibilidade remota. Mesmo que a fatura não seja liquidada logo em dois de outubro, o presidente e seus aliados estão preocupados com a perspectiva de passarem para o segundo turno com uma desvantagem muito grande em relação ao Lula, superior a dez pontos percentuais. Daí, a decisão de abrir os cofres numa tentativa de conquistar mais apoio entre os eleitores mais pobres e as mulheres.

Antes, os eleitores de direita me abordavam com declarações de amor ao presidente. Agora, estão metralhando e reclamando dele”, diz uma pessoa próxima a Bolsonaro, que pediu para não ser identificada. “Algumas pessoas do governo conseguiram destruir o legado do Plano Real e isso, na ponta do lápis, está matando o pessoal, o eleitor, no supermercado”, acrescenta, defendendo medidas radicais para atenuar os efeitos da inflação.

A ofensiva do presidente não tem como preocupação apenas a renovação de seu mandato. Bolsonaro tem medo de que ele ou seus filhos sejam presos caso perca a eleição. Nos últimos dias, aliados dele divulgaram a notícia da prisão da ex-presidente da Bolívia Jeanine Anêz, condenada a dez anos de cadeia sob a acusação de perpetrar um golpe contra Evo Morales. “Consegue entender o perigo que o Brasil vive?”, escreveu o deputado Eduardo Bolsonaro numa rede social. O alerta está dado.

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