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O triunfo da impunidade em Brasília: a bancada barra-pesada

Beneficiados pela morosidade ou inação da Justiça, personagens famosos de escândalos de corrupção igualmente famosos se preparam para voltar à política

Por Hugo Marques Atualizado em 29 Maio 2022, 09h02 - Publicado em 28 Maio 2022, 10h35

A Operação Lava-Jato parecia ter colocado um ponto final na tradição de impunidade dos poderosos. Não colocou. Muito pelo contrário: figurões com o ex-presidente Lula, o ex-deputado Eduardo Cunha e outros tantos apanhados em esquemas explícitos de corrupção se preparam para voltar ao palco político.

Em Brasília, onde os grandes golpes contra os cofres públicos são planejados e executados, a situação é reveladora. Difícil imaginar que alguém possa esquecer a cena do ex-governador José Roberto Arruda recebendo um maço de dinheiro. Ele chegou a ser preso. Na sexta-feira, as condenações de Arruda foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Resultado: ele já se articula para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados — e com boas chances de ser eleito.

Outro que vai tentar voltar ao Congresso é o ex-senador Gim Argello (Pros), que ficou três anos preso em Curitiba (PR). Acusado de cobrar propinas para poupar empresários de uma investigação parlamentar, ele também se livrou recentemente da Justiça. Para quem não se recorda, Gim é um daqueles personagens que fizeram fortuna na política. Antes de cair em desgraça, ele se jactava de ter atingido seu “primeiro bilhão de reais”.

O ex-governador Agnelo Queiroz (PT), preso por superfaturar obras do estádio Mané Garrincha, já começou a fazer a sua campanha para deputado federal na periferia de Brasília. Em fevereiro, ele esteve na inauguração do comitê popular de luta em favor da campanha de Lula em Planaltina (DF), ao lado de próceres da corrupção, como o ex-ministro petista José Dirceu. Os processos de Agnelo nunca chegaram a um desfecho.

Outro figurão do mundo político da capital, o ex-deputado Tadeu Filippelli (MDB), trabalha para recuperar o status de parlamentar. Ex-assessor especial da Presidência da República na gestão do então presidente Michel Temer, ele também foi preso e acusado de corrupção.

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