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Nova fase da Lava Jato apura pagamento de propina na Transpetro

Delação homologada no Supremo aponta para o repasse de vantagens indevidas a executivos da subsidiária da Petrobras

A Polícia Federal cumpre três mandados de prisão temporária e quinze de busca e apreensão na 59ª fase da Operação Lava Jato, que mira contratos da Transpetro. As ordens foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba e participaram das investigações a PF, a Receita Federal e o Ministério Público Federal.

Em delação homologada pelo STF, foram colhidas informações de que empresas pagaram vantagens indevidas a executivos da Transpetro, no total de 3% do valor de 36 contratos formalizados com a estatal de 2008 a 2014, somando um total de 682 milhões de reais.

Os investigadores calculam que foram repassados uma centena de milhões de reais a agentes públicos no período, sendo que o colaborador teria recebido 2 milhões de reais, por ano, a título de vantagem indevida, além de 70 milhões de reais no exterior.

Segundo a PF, também há indícios de que um escritório de advocacia foi usado para movimentar valores ilícitos e gerar dinheiro em espécie para favorecer as empresas do grupo investigado na operação.

Também de acordo com as investigações, os suspeitos utilizaram contas de passagem e fizeram transações financeiras em valores fracionados para evitar alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Os alvos da operação responderão pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.