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No Guarujá, Bolsonaro deve seguir ‘regras de respeito à vida’, diz Vinholi

Para secretário de SP, presidente - que visita cidade notificada por descumprir plano contra a pandemia - deve agir como cidadão comum e seguir diretrizes

Por Marcela Mattos 27 dez 2020, 18h00

O presidente Jair Bolsonaro deve viajar nesta segunda-feira, 28, para o Guarujá, litoral de São Paulo, onde passará o Réveillon. A previsão é que ele retorne à capital federal no dia 4 de janeiro.

Bolsonaro chega ao Guarujá no momento em que a cidade, ao lado de outras dezoito, foi notificada pelo governo estadual por descumprir as regras estabelecidas no Plano São Paulo para os dias 25 a 27 de dezembro. O governo paulista havia decretado a fase vermelha neste período, com a determinação de fechamento de bares, shoppings e restaurantes e o funcionamento apenas de serviços essenciais. As regras serão novamente aplicadas entre os dias 1º e 3 de janeiro e visam conter o avanço da pandemia na região.

Questionado por VEJA sobre a viagem presidencial, o secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, ponderou que não caberia a ele fazer recomendações ao presidente da República. “Mas, como um cidadão comum, como todos os cidadãos que estarão no estado de São Paulo neste período, as regras estabelecidas são essas: o respeito à vida e que possamos seguir a ciência e a saúde”, disse.

Em suas últimas viagens ao Guarujá, o presidente saiu pelas ruas da cidade sem utilizar máscaras, entrou em comércios e causou aglomerações.

Vinholi pontua que a população deve ter responsabilidade neste momento. “É um momento de aumento, de evolução da pandemia aqui no estado de São Paulo. Portanto, a conscientização das pessoas se faz fundamental”, afirma.

O secretário pontua que, ao todo, dezenove prefeituras foram notificadas por descumprirem as regras estabelecidas no plano paulista de contenção do coronavírus – um número pequeno, segundo ele, visto que mais de 600 municípios seguiram as determinações. Vinholi reforça ainda que o Ministério Público é informado do descumprimento e que cabe ao órgão tomar as medidas cabíveis. A fiscalização, ele diz, é um papel das próprias prefeituras.

  • “Nós estamos passando por um período de aumento de casos, de internações e de óbitos, e as pessoas têm de se conscientizar disso. Aconteceu no mundo todo e aqui não tem sido diferente. Nós estamos trabalhando para que não faltem leitos de UTI e colocando o número de leitos de quando estávamos no auge da pandemia no estado de São Paulo”, afirma Vinholi. “Nós vamos acompanhando o dia a dia sem poder fazer futurologia, mas com essa previsão da necessidade do aumento de leitos e também do aumento da conscientização e da mobilização das prefeituras e das pessoas”, acrescenta o secretário.

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