Clique e assine com até 92% de desconto

Mulheres chefiam 42% das famílias no Brasil — a maioria delas, sozinhas

General Hamilton Mourão, vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), disse que esse tipo de formação familiar é ‘uma fábrica de elementos desajustados’

Por Leonardo Lellis Atualizado em 18 set 2018, 18h28 - Publicado em 18 set 2018, 15h48

Dos mais de 71 milhões de famílias no Brasil, 42% são chefiadas por mulheres — a maioria, solteiras. É o que mostra levantamento feito a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados de 2015, os mais recentes disponíveis, dos 30 milhões de famílias que têm mulheres como uma referência, em apenas cerca de um terço dos casos, elas têm um cônjuge ao seu lado.

Este tipo de formação familiar se tornou alvo de polêmica na segunda-feira 17, após o general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), dizer, em evento no sindicato do mercado imobiliário de São Paulo (Secovi), que a ausência da figura masculina nas famílias, representada pelo pai ou avô, é um fator que leva as crianças à criminalidade.

“A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que nós estamos vivendo. E atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados e que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas, que hoje afetam todo o nosso país”, afirmou.

  • Por outro lado, a proporção de famílias chefiadas por homens mostra uma situação inversa à da realidade feminina: apenas 3,6% delas são chefiadas por pessoas do sexo masculino, sem cônjuge. O número de domicílios liderados por mulheres também aumenta ano a ano – se hoje a proporção está em 40%, em 2001, elas eram a principal referência doméstica em 27%.

    Continua após a publicidade
    Publicidade