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MP Federal pede que polícia do Rio limite uso de armas não-letais

Procuradores enviam recomendação à PM para que não sejam usadas bombas de efeito moral com maior potência

O Ministério Público Federal emitiu, nesta sexta-feira, uma recomendação para que a Polícia Militar do Rio de Janeiro “respeite e não reprima o exercício pacífico” do direito de manifestação no entorno do estádio do Maracanã, no domingo. Assinado pelos procuradores Jaime Mitropoulos e Alexandre Ribeiro Chaves, o texto pede ainda que as armas não-letais, como bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha, sejam usadas somente nos casos de efetiva e comprovada necessidade.

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Os procuradores citam como preocupação a aquisição pela PM de um “canhão de som”, de um carro de jatos d’água e a compra recente de bombas de gás lacrimogêneo com maior potência. Como noticiou o site de VEJA na última sexta-feira, a PM fluminense adquiriu 2.000 bombas fabricadas por encomenda do governo de Angola, com concentração de 20% de lacrimogêneo – o máximo permitido para uso no Brasil é de 10%.

A recomendação do MPF cita, no item C, preocupação com o uso de armas não-letais contra crianças, adolescentes, gestantes, pessoas com deficiência e idosos. O documento foi enviado para o comandante-geral da PM fluminense, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, ao secretário nacional de Segurança Pública e ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Copa das Confederações – Para este domingo, dia da final da Copa das Confederações no Maracanã, um novo ato está marcado. O ‘Copa pra Quem?’ convoca as pessoas a se reunirem na Praça Sans Peña, na Tijuca, zona Norte da cidade, às 10 horas. Até o início da tarde desta quinta, mais de 14.300 pessoas haviam confirmado presença no Facebook. Elas pretendem caminhar até o estádio, protestando contra o processo de concessão. “O caráter deste ato é pacífico”, enfatiza o evento criado na rede social.

Vídeo: Protesto no Rio termina em pancadaria e destruição (20/6)

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O MP, agora, também vai às ruas protestar

http://videos.abril.com.br/veja/id/ae7090066c854c06a4c4ba43031908ea

17h30 – Manifestantes chegam de metrô ao Centro do Rio

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http://videos.abril.com.br/veja/id/8ae6f93a53db4af3c4448cc8f588ac6a

18h – Em coro, multidão chama mais pessoas para as ruas

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http://videos.abril.com.br/veja/id/8ee5fff4f0e0cc4128fdbf43080d20d0

18h15 – Chuva de papel picado dos prédios da Av. Rio Branco

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http://videos.abril.com.br/veja/id/7b690cf011a1ced73eba0676d720fa18

18h45 – ‘Sem violência’, pedem manifestantes

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http://videos.abril.com.br/veja/id/6d13e4d284664be721a6d6f9e36e848b

19h30 – Policiais que faziam segurança da Alerj são atacados

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http://videos.abril.com.br/veja/id/73a3e75da6a04ed0e1fa493ff49c4d93

19h40 – Vândalos invadem e depredam prédio da Alerj

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http://videos.abril.com.br/veja/id/3711ca8bacb76fdc1aa75bc825d7cbde

19h55 – Policiais atiram ao alto para conter baderneiros

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http://videos.abril.com.br/veja/id/e40713e0d3b4f1ea3a01a2bd4549b945

20h – Policiais são apedrejados e agredidos

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http://videos.abril.com.br/veja/id/be359badb5268b8de0de54155dcfb4db

20h25 – Vândalos viram carro que seria incendiado depois

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http://videos.abril.com.br/veja/id/f2ffd964b95c52bebf2e2b1e6259a3ca

20h50 – Carro é incendiado no entorno do Alerj

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http://videos.abril.com.br/veja/id/1d6e1aa45ec21fa557db830e4d6062e1

21h10 – Bombeiros chegam e são ovacionados pela multidão

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