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Manuela D’Ávila reafirma que será vice do PT em ‘qualquer cenário’

Indicado pelo partido como vice de Lula, Fernando Haddad diz que, caso candidatura do ex-presidente seja aprovada, haverá 'tapete vermelho' para a comunista

Por André Siqueira Atualizado em 7 ago 2018, 19h53 - Publicado em 7 ago 2018, 17h40

No primeiro ato político após o anúncio do acordo entre PT e PCdoB para as eleições presidenciais de outubro, a deputada estadual Manuela D’Ávila reafirmou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 7, que será candidata a vice-presidente em ”qualquer um dos cenários”. Ela se referiu às possibilidades de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad serem os candidatos petistas ao Palácio do Planalto.

”É um acordo político em que nós do PCdoB ocuparemos a vaga de vice em qualquer um dos cenários. Eu torço para que, em 1º de janeiro, a Justiça decida que eu tomarei posse como vice-presidente da República com Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, mas eu e o Haddad estamos prontos para vencer a eleição em qualquer cenário”, afirmou Manuela.

Haddad foi anunciado pelo PT como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-presidente, que foi condenado em segunda instância na Operação Lava Jato e, portanto, está enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indefira o registro da candidatura de Lula, o ex-prefeito paulistano “herdará” a posição e terá Manuela como companheira na chapa.

Em sua fala inicial, a deputada comentou sobre a estratégia do PT em manter o ex-prefeito de São Paulo como porta-voz da candidatura de Lula, preso há quatro meses na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. ”Consideramos absolutamente legítimo e justo que o interlocutor do presidente Lula seja alguém que coordena seu programa de governo e que é militante dirigente, militante do Partido dos Trabalhadores”, explicou.

Na sequência, Haddad comentou sobre a ”honrosa tarefa” de representar o ex-presidente como candidato momentâneo à Vice-Presidência da República. ”Assim que ele tiver sua candidatura homologada, nós vamos estender um tapete vermelho para a Manuela ocupar o meu lugar, e vai ser um dia de glória vê-la, junto ao presidente, subir a rampa do Planalto e governar o Brasil”, disse.

”Não existe, aqui, projeto pessoal. O que existe da nossa parte é a ideia de que precisamos resgatar o Brasil, precisamos fazer todo o esforço coletivo para que isso aconteça”, continuou Haddad. ”Tenho convicção de que estamos apostando no projeto correto para o próximo período”, acrescentou.

Haddad aproveitou a oportunidade para relembrar que a coligação pretende transformar em ato, em Brasília, o registro da candidatura de Lula. ”Fizemos uma convocação conjunta para que todos nós estejamos, 15 de agosto, lá em Brasília, para protocolar o pedido da candidatura de Lula. Tenho certeza de que o país compreende esse nosso gesto, essa nossa perseverança”, disse. Para o ex-prefeito, este esforço é válido para defender ”o maior líder político da história do país”, que, segundo ele, ”está sofrendo uma perseguição política injustamente”.

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