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Justiça autoriza João Paulo a trabalhar fora da prisão

O ex-deputado federal recebeu convite para trabalhar como consultor jurídico em um escritório de advocacia com salário de 1.500 reais

O ex-deputado federal João Paulo Cunha foi autorizado a trabalhar fora do complexo penitenciário da Papuda, onde cumpre pena no regime semiaberto por participação no esquema do mensalão. Nesse sistema, o preso pode deixar a penitenciária durante o dia para trabalhar, mas tem de retornar ao final do expediente para a prisão. Ele irá trabalhar como consultor jurídico em um escritório de advocacia em Brasília com salário de 1.500 reais.

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“É sabido que o benefício de trabalho externo, além de ser fundamental para ressocialização do sentenciado, o que em última análise configura o desígnio da execução penal, é compatível com o regime semiaberto”, afirmou o juiz Vinicius Santos Silva, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal na decisão.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados na época do mensalão, João Paulo foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, mas ainda recorre da condenação de lavagem de dinheiro – por isso começará a cumprir seis anos e quatro meses de detenção, o que lhe assegura o regime inicial semiaberto.

João Paulo não será o primeiro condenado no processo do mensalão a trabalhar fora do complexo penitenciário da Papuda. Outros réus já desempenham funções em estabelecimentos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e restaurante.

(Com Estadão Conteúdo)