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Haddad relativiza influência de Lula em seu crescimento nas pesquisas

Em entrevista ao Jornal da Globo, candidato também reforçou sua promessa de elevar impostos para bancos que cobram juros mais altos

Por Da Redação
20 set 2018, 09h08

O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, relativizou a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na transferência de votos para sua candidatura. Em entrevista ao Jornal da Globo, exibida na madrugada desta quinta-feira, o presidenciável afirmou que crescimento nas pesquisas eleitorais não se deve apenas à indicação do ex-presidente Lula. “É isso também, mas, se fosse só isso, haveria transferência para todo lugar onde ele apoia, não funciona tão automaticamente”.

O petista chegou 16% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada também no início desta quinta — três pontos a mais que o levantamento anterior, de 14 de setembro; Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 28%. O instituto Ibope mediu um crescimento ainda mais expressivo de Haddad, que saltou 7% para 19% entre 11 e 18 de setembro.

Haddad também afirmou que não dar indulto ao ex-presidente, preso e condenado na Lava Jato, é sua palavra final. Ao comentar as condenações de José Dirceu, e dos ex-petistas André Vargas e Antonio Palocci, o candidato evitou responder se considerava as sentenças justas. Citando o caso do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Haddad disse apenas que a pena imposta ao petista foi “desequilibrada” e que membros de outros partidos, como José Serra (PSDB), tiveram investigações arquivadas. “Parece haver, em alguns casos específicos, dois pesos e duas medidas”, afirmou o presidenciável.

Na área econômica, Haddad fez acenos ao mercado financeiro, com um discurso mais próximo ao centro e criticou o teto de gastos criado pelo governo Temer. Ele reforçou sua promessa de elevar impostos para bancos que cobram juros mais altos do que a média de mercado e reduzir para aqueles que cobram alíquotas menores. Disse que o risco de instituições segurarem o crédito em resposta a essa regra pode ser diminuído com atuação nos depósitos compulsórios. Ele pontuou que os bancos públicos estariam sujeitos às mesmas regras das instituições privadas.

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Ainda na economia, Haddad afirmou que colocou a proposta de limpar nomes endividados no programa de governo do PT antes mesmo que o candidato Ciro Gomes (PDT) apresentasse uma proposta semelhante sobre o tema. Depois que o pedetista adotou o projeto como sua principal bandeira, Haddad alterou seu plano de governo para detalhar a medida. Ele ainda disse que a promessa de Ciro não resolve o problema estrutural de juros altos. “Vai tirar as pessoas do SPC e elas vão voltar depois de um ano porque o problema estrutural não terá sido resolvido. Nossa proposta é de uma reforma bancária”, apontou.

Ainda na entrevista, ele contrariou um posicionamento de seu partido ao falar da Venezuela: “Não vive um processo de normalidade. O clima ali é de conflagração. Inequívoco isso”, comentou. Na última eleição de Nicolás Maduro, a direção nacional do PT chegou a dizer que o processo era um “exemplo de democracia”.

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