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Mais rejeitado, Bolsonaro perde de Ciro e empata com os demais no 2º turno

Ao todo, 43% dos brasileiros entrevistados pelo Datafolha dizem que não votariam no candidato do PSL, líder das pesquisas no primeiro turno

Por Guilherme Venaglia - Atualizado em 20 set 2018, 15h53 - Publicado em 20 set 2018, 01h02

Apesar de líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro, do PSL, segue sendo o candidato mais rejeitado, segundo novo levantamento do instituto Datafolha, divulgado na madrugada desta quinta-feira 20 pelo jornal Folha de S.Paulo.

Ao todo, 43% dos eleitores disseram não votar no presidenciável “de jeito nenhum”, onze pontos percentuais a mais do que os que dizem o mesmo de Marina Silva (Rede), que são 32%. A rejeição a Fernando Haddad (PT) cresceu três pontos, passando de 26% para 29%. São 24% os que descartam Geraldo Alckmin (PSDB) e 22% os que não querem Ciro Gomes (PDT).

A somatória dos valores é superior a 100% porque os eleitores poderiam indicar um ou mais nomes para responder à pergunta formulada. A rejeição aos demais candidatos oscila entre 15% e 20%. Os que rejeitam todos os candidatos são 4% e os que votariam em qualquer candidato são 5%, mesmo índice dos que não souberam responder.

O Datafolha testou os cenários de segundo turno. Jair Bolsonaro aparece empatado com todos os mais prováveis adversários dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O candidato do PSL perderia apenas para Ciro Gomes, por 45% a 39%.

Bolsonaro avançou nas demais simulações. Geraldo Alckmin segue tendo vantagem numérica contra o deputado federal (41% a 40%), mas viu a diferença passar de quatro pontos para um ponto percentual. No caso de Marina Silva, o empate também é por 1 ponto, mas a vantagem passou a ser de Bolsonaro (42% a 41%).

A se confirmar o favoritismo atual do candidato do PSL e de Fernando Haddad, os dois aparecem rigorosamente empatados em um possível segundo turno, com 41% cada. Os cenários tem um contingente de brancos, nulos e indecisos que varia entre 14% e 19%.

O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 8.596 eleitores entre os dias 18 e 19 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-06919/2018.

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