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Governo estende refúgio a ex-senador boliviano

Comitê Nacional de Refugiados ainda não julgou o pedido pelo ex-senador boliviano para morar definitivamente no Brasil

O governo brasileiro estendeu nesta terça-feira por mais 180 dias o refúgio provisório ao ex-senador boliviano Roger Pinto Molina. O político, adversário do presidente da Bolívia, Evo Morales, foi à Polícia Federal para renovar o protocolo de refúgio que havia recebido no ano passado e garantir que possa morar legalmente em território nacional, enquanto aguarda a decisão do Comitê Nacional de Refugiados (Conare) sobre a permissão para permanecer definitivamente no Brasil.

Não há data para o Conare concluir o processo e, segundo o Ministério da Justiça, a renovação ocorrerá automaticamente, desde que o boliviano compareça à Polícia Federal.

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Pinto Molina protagonizou uma fuga espetacular há seis meses, quando vestiu um colete à prova de balas e, sob a escolta de fuzileiros navais, percorreu ao lado do diplomata Eduardo Saboia os 1.600 quilômetros entre La Paz e a cidade de Corumbá (MS), em território brasileiro. Após a chegada do ex-parlamentar a Brasília, a presidente Dilma Rousseff acabou demitindo o então ministro de Relações Exteriores Antonio Patriota e puniu os diplomatas que atuaram diretamente na operação: o embaixador Marcel Biato, que respondia pela embaixada brasileira em La Paz, perdeu um posto prometido na Suécia, e Eduardo Saboia responde a uma sindicância no Itamaraty. Atualmente, Molina mora de favor, em Brasília, no apartamento funcional do senador Sérgio Petecão (PSD-AC).