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General Heleno: Valor ‘irrisório’ isenta Bolsonaro em caso de ex-assessor

Coaf alertou o MPF sobre movimentação suspeita de R$ 1,2 milhões na conta de Fabrício Queiroz, valor considerado incompatível com renda

Por Da Redação Atualizado em 9 jan 2019, 20h06 - Publicado em 13 dez 2018, 15h16

O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), isentou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de responsabilidade no caso das movimentações financeiras “atípicas” de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

“O presidente está isento disso aí porque não teve participação. O que apareceu dele é irrisório, uma quantia pequena, e ele mesmo já explicou. Acredito que não vá atingi-lo” disse Heleno em entrevista exibida na madrugada desta quinta-feira 13, pelo programa Conversa com o Bial, da TV Globo.  “Os responsáveis vão ter que assumir a culpa. Se houver alguma penalidade, vão ser submetidos a essa penalidade”, afirmou Heleno.

O jornal O Estado de S.Paulo revelou, há uma semana, que Fabrício Queiroz movimentou 1,2 milhão de reais no período de um ano, enquanto servia como assessor e motorista no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A movimentação na conta de Queiroz foi considerada “atípica” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O Coaf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que atua na prevenção à lavagem de dinheiro, alertou o Ministério Público Federal (MPF) sobre sobre a movimentação. O montante foi considerado incompatível com o patrimônio e renda do ex-motorista. No documento, foram listadas as transferências de servidores que passaram em diferentes momentos pelo gabinete de Flávio.

Entre as transações da conta de Queiroz consideradas suspeitas pelo Coaf está um cheque de 24.000 reais para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que o repasse se deve ao pagamento de um empréstimo que fez ao ex-assessor, no valor total de 40.000 reais. Bolsonaro disse que não declarou o valor à Receita Federal e que “arcará com a responsabilidade perante o fisco”.

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Em uma transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook nesta quarta-feira 12, Jair Bolsonaro afirmou que o caso “dói no coração” e que “se tiver algo errado, que paguemos a conta deste erro”.

‘Não fiz nada de errado’

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro voltou a se manifestar e negou ter praticado qualquer irregularidade. “Não fiz nada errado, sou o maior interessado em que tudo se esclareça para ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é, envolvendo meu ex-assessor”, afirmou o filho de Bolsonaro. “A mídia está fazendo uma força descomunal para desconstruir minha reputação e tentar atingir Jair Bolsonaro”, emendou. Ele também citou haver suspeitas nas movimentações financeiras de assessores de outros partidos. “Mas a mídia só ataca a mim.”

(Com Estadão Conteúdo)

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