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Em manifestação, grupo de militares da reserva pediu emprego a Bolsonaro

Cerca de 50 manifestantes seguravam faixas com reivindicações. Eles se queixaram de que 600 reservistas foram 'descartados' na crise da segurança, em 2018

Um grupo de cerca de cinquenta militares da reserva das Forças Armadas fez um protesto nesta segunda-feira, 14, em frente ao Ministério da Defesa, em Brasília, para pedir emprego ao presidente Jair Bolsonaro, que almoçava no local.

Vestidos de preto, eles seguravam faixas com suas reivindicações. Em uma delas, pediam que o presidente “ajude” seus soldados a serviço da pátria.

Em outra faixa, destacaram que a Lei 13.500, de 2017, garante a permanência nos quadros das Forças Armadas até 2020. “Cumpra-se a lei”, dizia um cartaz. Os manifestantes também reclamaram de que cerca de 600 reservistas qualificados foram “descartados em plena crise na segurança pública”, no ano passado, durante o governo do ex-presidente Michel Temer.

Apesar das cobranças dos reservistas ao presidente, o lema do governo Bolsonaro, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, foi entoado entre as palavras de ordem dos manifestantes.

“Eles nos qualificaram, nos tornaram técnicos e nos mandaram embora. Estamos nos oferecendo para trabalhar”, disse o tenente José Fernandes Uchôa, representante dos militares da reserva que ingressaram na Força Nacional.

Outra alegação dos reservistas foi de que o grupo está em risco e sem respaldo do Estado, porque atuou na segurança dos estados, entre eles o Rio de Janeiro, que passou por intervenção federal.