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Diplomação de eleitos em São Paulo tem confusão e ‘disputa de torcida’

Cerimônia na Sala São Paulo teve empurra-empurra no palco e plateia dividida entre apoiadores de Lula e Jair Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 18 dez 2018, 17h59 - Publicado em 18 dez 2018, 17h07

A diplomação dos eleitos em São Paulo se transformou em confusão nesta terça-feira na Sala São Paulo, onde a cerimônia é realizada. No momento em que a deputada estadual eleita Mônica Seixas (Psol) foi chamada para receber o diploma, um grupo da bancada ativista, que é por ela representada, subiu ao palco para tentar acompanhá-la.

O coletivo argumenta que a cadeira na Assembleia Legislativa pertence a um grupo e não a uma pessoa. O ativista Jesus dos Santos insistiu em ficar no palco e discutiu com parlamentares e seguranças. O deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL) chegou a empurrar Santos em meio à confusão.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Carlos Eduardo Padin, pediu que Santos fosse retirado do local, mas voltou atrás após o ativista concordar em ficar na plateia. “Temos que administrar as divergências, as pessoas têm que obedecer as leis, a ordem e as autoridades”, disse o desembargador.

Durante a cerimônia, houve também uma “disputa de torcida” entre simpatizantes do PT e apoiadores do PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Quando os deputados estaduais do PT foram chamados para receber seus diplomas, houve vaias por parte dos simpatizantes de Bolsonaro.

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Alguns parlamentares gritaram “Lula, livre” ao passar pelo palco da Sala São Paulo, o que provocou aplausos de partidários do petista. Os ânimos se exaltaram e a plateia também se dividiu entre vaias e aplausos no momento de diplomação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do futuro presidente da República.

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