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‘Dinheiro continua circulando em malas’, diz Dallagnol

Na visão do procurador, parlamentares brasileiros seguem legislando em causa própria e foco deve ser as eleições de 2018

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 24 out 2017, 15h58 - Publicado em 24 out 2017, 11h59

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, comentou os impactos da investigação durante um evento em São Paulo que relaciona a operação de combate à corrupção com a Mãos Limpas, investigação italiana realizada nos anos 1990.

Dallagnol afirma que, mesmo após os bons resultados da Lava Jato, “o dinheiro continua circulando em malas”. Ele criticou também os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, “soltam e ressoltam” os presos.

Na visão do procurador, os parlamentares brasileiros continuam legislando em causa própria. “Sucessivos fracassos alimentam a desesperança”, afirmou Dallagnol. Para as eleições de 2018, o coordenador da Lava Jato defende a ideia de que se escolham “senadores e deputados que tenham passado limpo, espírito democrático e apoiem o combate à corrupção”.

“Meu maior medo é que muitos de nós não percebamos que em 2018 existe uma cerca baixa sendo colocada diante de nós. Nós podemos dar um grande salto contra a corrupção no país”, disse ele. “A mudança está nas mãos da sociedade. Se a maioria do Congresso não aprova o pacote anticorrupção, basta que a sociedade coloque lá quem vai aprovar”, disse Dallagnol. “A desesperança nos mortifica ainda vivos”, concluiu.

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