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De olho em 2022, Castro nomeia esposa de deputado em instituto no Rio

Mariana Vasques Nogueira Felippe, casada com Jorge Felippe Neto, ganha de governador novo cargo de diretora na Secretaria das Cidades

Por Cássio Bruno 21 jun 2021, 15h21

Na corrida para dar espaço a aliados em troca de apoio à reeleição, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avançou mais um passo na estratégia nesta segunda-feira, 21. Ele publicou no Diário Oficial a nomeação da esposa do deputado estadual Jorge Felippe Neto (PSD) em uma nova função. Mariana Vasques Nogueira Felippe ganhou o cargo de diretora de Regularização Fundiária, do Instituto de Terras e Cartografias do Estado (Iterj), subordinado à Secretaria estadual das Cidades, pasta comandada por Uruan Andrade, que faz parte da tropa de choque política de Castro. Antes, Mariana ocupava uma tarefa de menor relevância – era assistente da Diretoria Administrativa e Econômico-Financeira do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro). Em maio, ela recebeu um salário bruto de 9 mil reais.

A nomeação do deputado Jorge Felippe Neto no Diário Oficial
A nomeação do deputado Jorge Felippe Neto no Diário Oficial Reprodução/VEJA.com

Jorge Felippe Neto é filho adotivo de Rodrigo Bethlem, estrategista eleitoral de Cláudio Castro para o pleito de 2022 e ex-coordenador de campanha do ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Mariana é advogada. Nos governos Wilson Witzel (PSC) e Luiz Fernando Pezão (MDB), ela  também ocupou outros cargos no Detro e na Imprensa Oficial. Procurado por VEJA, Neto disse que não vai se pronunciar. A assessoria de imprensa de Castro ainda não respondeu.

Líder da bancada do PSD na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Felippe Neto foi secretário municipal de Trabalho e Renda da atual gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD). O deputado, no entanto, deu lugar a Sérgio Felippe, irmão do seu avô Jorge Felippe, ex-presidente da Câmara, após um troca-troca promovido por Paes no primeiro escalão de sua administração.

Paes e Bethlem são velhos conhecidos embora hoje sejam inimigos políticos. Ambos estão brigados desde 2014. Na época, a ex-mulher de Bethlem, Vanessa Felippe, divulgou gravações nas quais ele, então deputado federal, teria admitido receber propina quando era secretário de Assistência Social de Paes. O prefeito, então, abriu uma investigação interna. Bethlem sempre negou ter participado de irregularidades.

Dono do PSD, Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, levou Paes, ex-DEM, e seu grupo político para a legenda e entregou o comando da sigla no estado para o prefeito do Rio.  Paes já acenou para um possível apoio à pré-candidatura de Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao governo do Rio exatamente para concorrer contra Cláudio Castro.

 

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