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CCJ da Câmara vai votar convite para ouvir Rodrigo Janot

Em entrevista a VEJA, ex-procurador-geral revelou que, em 2017, foi armado ao STF para matar o ministro Gilmar Mendes

Por Da Redação - 1 Oct 2019, 22h05

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), colocou como primeiro item da pauta desta quarta-feira, 2, um requerimento para que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot seja ouvido pelo colegiado.

Em entrevista a VEJA, Janot revelou que, em 2017, foi armado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para matar o ministro Gilmar Mendes. O plano do ex-PGR era dar um tiro na cabeça do ministro e depois se matar. A cerca de 2 metros de distância de Mendes, na sala reservada onde os ministros se reúnem antes de iniciar os julgamentos no plenário, Janot sacou uma pistola do coldre que estava escondido sob a beca e a engatilhou. Mas o plano não se consumou: “Só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou meu ombro e disse: não”.

“O objetivo tenho certeza de que é para maiores esclarecimentos sobre essa questão com o ministro Gilmar Mendes”, disse Francischini. Para o deputado, Janot tem muito a dizer ao Brasil. “São temas atinentes à Justiça e são muitos os parlamentares que gostariam de fazer perguntas à conduta que ele teve e algumas operações também”, afirmou. A sessão da CCJ está agendada para às 9h desta quarta-feira e Francischini acredita que terá maioria para aprovar o convite.

O requerimento, de autoria do deputado Delegado Pablo (PSL-AM), pede que o convite para comparecer à CCJ seja feito também ao procurador regional Eduardo Pelella e ao ex-ministro José Eduardo Cardozo.

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Janot foi alvo de uma busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na última sexta-feira, 27, por ordem do ministro do STF Alexandre Moraes no âmbito do “superinquérito” aberto pelo Supremo para investigar a difusão de notícias falsas contra os integrantes da corte. Os policiais apreenderam uma pistola e o ex-PGR foi proibido de entrar no STF.

(Com Estadão Conteúdo)

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