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Bolsonaro: ‘Política de fechar tudo, de ficar em casa, não deu certo’

Ao discursar em inauguração de obra em Sergipe, o presidente novamente condenou medidas de isolamento contra Covid-19

Por Camila Nascimento Atualizado em 28 jan 2021, 13h11 - Publicado em 28 jan 2021, 12h51

Em seu discurso, nesta quinta-feira, 28, durante a inauguração de uma ponte que liga Propriá (SE) a Porto Real (AL), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a “política de fechar tudo, de ficar em casa, não deu certo”, em referência ao isolamento social adotado na maior parte do país para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, “o povo brasileiro é forte” e “não tem medo do perigo”, se referindo ao risco de contaminação pela Covid-19.

“Se eu fosse um dos muitos de vocês, obrigados a ficar em casa, ver a esposa com três, quatro filhos, e eu não ter, como chefe do lar, como levar comida para a casa, eu me envergonharia”, afirmou. “E eu sempre disse lá atrás que a economia anda de mãos dadas com a vida. A vida sem recursos, sem emprego, torna-se muito difícil”, discursou.

Bolsonaro defendeu o mesmo raciocínio adotado durante a pandemia: a de que apenas os grupos de risco devem obedecer às restrições. “Nós sabemos quem são os vulneráveis, os mais idosos e os com comorbidades. O resto tem que trabalhar”, declarou.

O presidente pediu, então, que as políticas de isolamento sejam revistas. “O apelo que eu faço a todos do Brasil é que reformulem essa política e entendam cada vez mais que o isolamento, que o lockdown, o confinamento nos leva para miséria”.

Vacinação

Bolsonaro destacou a grande procura por doses de vacinas contra a Covid-19 no mundo e as negociações do governo federal para garantir a compra de imunizantes. “Eu sempre disse que, depois que passar pela Anvisa, a gente compra a vacina, seja ela qual for. A Europa e alguns países daqui da América do Sul não têm vacina, e nós sabemos que a procura é muito grande. Assinamos convênios, fizemos contratos de compromisso desde setembro do ano passado com vários laboratórios e as vacinas começaram a chegar. E vão chegar para toda a população num curto espaço de tempo”, prometeu.

Eleição na Câmara

O presidente também falou sobre a sucessão na Câmara e voltou a defender a candidatura do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), um dos líderes do Centrão — a votação para escolher o sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ), desafeto de Bolsonaro, será na segunda-feira, dia 1º.

“Se Deus quiser, na segunda-feira teremos o segundo homem na linha hierárquica do Brasil eleito aqui no Nordeste, o deputado Arthur Lira. Se Deus quiser, ele será o nosso presidente”.

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