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Bolsonaro espera que investigação sobre miliciano chegue a ‘bom termo’

Um dia antes, presidente responsabilizou a "PM da Bahia, do PT" pela morte de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope

Por Da Redação - 16 fev 2020, 19h51

Jair Bolsonaro voltou a comentar neste domingo, 16, sobre a investigação sobre a morte do ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Adriano da Nóbrega. “Estão investigando, espero que cheguem a um bom termo”, afirmou o presidente na entrada do Palácio da Alvorada, sua residência oficial em Brasília

Adriano, que era acusado de comandar uma milícia no Rio, foi morto no último dia 9 na cidade baiana de Esplanada, a cerca de 160 quilômetros de Salvador, depois de mais de um ano fugindo da polícia fluminense. No sábado 15, Bolsonaro afirmou que foi “a PM da Bahia, do PT” a responsável pela morte do miliciano. Pouco depois, o governador baiano, Rui Costa (PT), rebateu o presidente da República e disse haver “laços de amizade” entre Bolsonaro e Adriano, considerado uma das lideranças do Escritório do Crime. 

Mais tarde, no sábado, Bolsonaro divulgou uma nota na qual rebateu as críticas de Rui Costa (PT) e questionou a atuação da Polícia Militar do estado. O presidente afirmou que Adriano da Nóbrega foi vítima de uma “provável execução sumária”, citando a reportagem de capa de VEJA que trouxe fotos do corpo do ex-capitão. As imagens reforçam suspeitas de que ele foi morto com tiros disparados à curta distância – o que contraria a versão oficial da polícia da Bahia, responsáveis pela ação. As imagens também sugerem que, antes de morrer, Adriano da Nóbrega pode ter sofrido violência.

“A atuação da PMBA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista VEJA. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário”, diz o texto.

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O presidente da República também afirma que Rui Costa “mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância”, em alusão ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “O atual governador da Bahia, Rui Costa, não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também lhes presta homenagens, fato constatado pela sua visita ao presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, em 27 junho de 2019”, acrescenta a nota.

Neste domingo, Bolsonaro esteve no camarote do estádio Mané Garrincha, em Brasília, para acompanhar a vitória do Flamengo sobre o Athletico Paranaense, por 3 a 0, pela Supercopa do Brasil. Ele estava acompanhado dos ministros Sergio Moro (Justiça) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

 

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