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Revogação do Estatuto do Desarmamento ficará para 2019, diz deputado

Rogério Peninha Mendonça afirma ter conversado com o presidente eleito Jair Bolsonaro e combinado esperar o Congresso mais conservador para votar lei

Por Da Redação - Atualizado em 6 Nov 2018, 15h56 - Publicado em 5 Nov 2018, 14h31

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC) afirmou, em sua conta em redes sociais, na manhã de segunda-feira 5, que a votação do projeto de lei 3722 — que revoga o Estatuto do Desarmamento — será adiada para 2019, após conversa por telefone com presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

“Acabo de receber ligação do presidente Jair Bolsonaro. Ele concordou em deixarmos para o ano que vem a votação do projeto de minha autoria, que revoga o Estatuto do Desarmamento”, escreveu em postagem no Facebook. Rogério Peninha Mendonça afirmou também que a composição do Congresso a partir de 2019 é mais conservadora e que, com os novos deputados, as chances de a proposta ser aprovada são maiores.

“Bolsonaro disse que precisará de mim para fazer o meio de campo entre o governo e a bancada do MDB em votações importantes a partir de 2019. É com alegria — e sabendo do peso que esta responsabilidade traz — que aceito a missão”, completou o deputado federal do MDB.

Após a eleição de Jair Bolsonaro, alguns deputados passaram a defender publicamente a votação da proposta ainda neste ano. O presidente eleito se posicionou publicamente contra o Estatuto do Desarmamento durante a campanha.

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O Partido Social Liberal (PSL), do candidato eleito à Presidência, elegeu 52 deputados e quatro senadores. Para aprovar as medidas do seu interesse, Bolsonaro espera contar com o apoio dos parlamentares das bancadas temáticas da agricultura, da segurança pública e evangélica.

(Com Reuters)

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