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Bolsonaro anuncia deputado novato como líder do governo na Câmara

Major Vitor Hugo se formou na Academia Militar das Agulhas Negras, por onde o presidente também passou. Ele foi o deputado eleito menos votado em Goiás

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta segunda-feira, 14, em sua conta no Twitter, que o deputado federal eleito Major Vitor Hugo (PSL-GO) será o líder de seu governo na Câmara dos Deputados. A nova legislatura do Congresso, com novos deputados e senadores, começa no dia 2 de fevereiro. 

Eleito para seu primeiro mandato em 2018, Vitor Hugo foi o menos votado entre os 17 deputados federais de Goiás. Ele recebeu 31.190 votos, apenas 11% dos 274.406 votos amealhados pelo mais votado, Delegado Waldir, atual líder do PSL na Câmara.

Na função, o futuro líder será o responsável por articular com deputados aliados do governo as votações de temas de interesse do Palácio do Planalto, como a reforma da Previdência.

Em resposta ao anúncio feito pelo presidente na rede social, o deputado eleito falou em “construir uma nova relação entre o Executivo e o Legislativo”. “O País precisa avançar nessa direção. Discussões em torno de ideias. Independência e harmonia. Muito obrigado pela confiança. Brasil Acima de Tudo! Deus Acima de Todos!”, escreveu Vitor Hugo, citando o lema do governo. 

Advogado e consultor Legislativo da Câmara na área de Defesa Nacional e Segurança Pública, o deputado federal eleito tem 41 anos e se formou em Ciências Militares na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), por onde Jair Bolsonaro também passou. Ele está desde 2015 na reserva não remunerada do Exército. 

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O currículo de Vitor Hugo aponta que ele concluiu um mestrado em Operações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e é especialista em Guerra Irregular e em Ações de Comandos, formado no Centro de Instrução de Operações Especiais do Exército. Ele também se especializou em Direito Militar na Universidade Castelo Branco e em História Militar na Universidade do Sul de Santa Catarina.

Em sua carreira militar, o futuro líder do governo Bolsonaro na Câmara foi observador da operação das Nações Unidas na Costa do Marfim, entre 2008 e 2009.