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Bolsonaro anuncia advogado-geral da União de seu governo

Funcionário de carreira da AGU, André Luiz de Almeida Mendonça já foi premiado por projeto de combate à corrupção

Por Leonardo Lellis Atualizado em 21 nov 2018, 18h56 - Publicado em 21 nov 2018, 11h33

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na manhã desta quarta-feira, 21, André Luiz de Almeida Mendonça como futuro chefe da Advocacia-Geral da União em seu governo. Ele vai substituir Grace Mendonça, no cargo desde 2016 e indicada por Michel Temer (MDB).

Funcionário de carreira do órgão que vai comandar a partir de 2019, Mendonça é atualmente assessor especial do ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União — que será mantido na pasta. Em 2011, ele recebeu o prêmio especial do Innovare pela idealização de um grupo de combate à corrupção no âmbito da AGU.

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Mendonça foi diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade Administrativa da Procuradoria-Geral da União e trabalhou em uma força-tarefa no combate à corrupção e à improbidade administrativa, que identificou 1.276 envolvidos em fraudes e desvio de dinheiro público.

“É um técnico bem preparado e ponderado. Já possui um bom histórico na instituição, com uma boa experiência profissional. Acredito que está apto a lidar com os difíceis desafios que tem pela frente”, afirmou o advogado Luis Inácio Adams, que comandou a AGU durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Formado na Faculdade de Direito de Bauru em 1993, o futuro ministro fez um curso sobre Corrupção e Estado de Direito na Universidade de Salamanca, em 2013. Mendonça é respeitado por advogados e empresários pela capacidade de diálogo na negociação de acordos de leniência.

  • “Dado o profundo conhecimento sobre a Lei Anticorrupção, certamente dará importante sequência ao programa de leniência, consolidando a atuação conjunta da AGU e da CGU”, afirma o advogado Igor Tamasauskas, que já participou de negociações de com Mendonça e destaca sua visão “madura” sobre o tema e a preocupação em elevar o padrão ético das empresas.

    Na Advocacia-Geral da União, além de diretor do DPP, ocupou os cargos de corregedor-geral, adjunto do procurador-geral, coordenador de medidas disciplinares, vice-diretor da escola do órgão e procurador seccional da União em Londrina.

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