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Auxílio emergencial permanente arrebenta o Brasil, diz Bolsonaro

Ao citar o custo mensal, que seria de 50 bilhões de reais, presidente afirmou que governadores que pedem prorrogação indefinida quebraram estados

Por Nonato Viegas - Atualizado em 2 ago 2020, 15h18 - Publicado em 2 ago 2020, 12h16

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste domingo, 2, governadores que defendem a permanência definitiva do auxílio emergencial de 600 reais pagos a trabalhadores informais por conta da pandemia. “Vão arrebentar a economia”, afirmou, sem citar a quem dirigia a crítica. Segundo Bolsonaro, o custo mensal do programa é de 50 bilhões de reais. “Alguns (governadores) estão defendendo auxílio emergencial indefinido. Esses mesmos que quebraram os estados deles.”

Guiando a própria moto, o presidente saiu na manhã deste domingo da residência oficial do Palácio da Alvorada e foi até uma padaria no Lago Norte, bairro nobre de Brasília. Ficou cerca de 20 minutos no local, onde tomou café e conversou com apoiadores. Lá, comentou que em setores de alimentação, como padarias, o impacto da crise com a pandemia foi menor que em outros setores. “Aqui por exemplo, alimentação, os danos foram pequenos, quase não existiram. Os informais, simplesmente, dizimados”, disse. O presidente retornou ao Alvorada por volta das 11h.

Apesar da crítica à permanência indefinida do auxílio emergencial, Bolsonaro retomou as viagens pelo país após comunicar, no último final de semana, que estava recuperado da Covid-19. Na última semana, esteve no Nordeste e no Sul.

Enquanto Bolsonaro aproveita sua recuperação, a primeira-dama Michelle Bolsonaro está com Covid-19. O resultado do exame de Michelle saiu dias depois de o presidente ter anunciado que se curou da doença.

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