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Após desistência de Lacerda em MG, vice assume candidatura pelo MDB

Presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes é anunciado como cabeça de chapa e mantém mesmo plano de governo registrado por sua coligação

Por Da Redação Atualizado em 23 ago 2018, 17h01 - Publicado em 23 ago 2018, 15h50

Dois dias após o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) anunciar sua desistência em concorrer ao governo de Minas Gerais, a coligação da qual fazia parte anunciou na manhã desta quinta-feira (23) a candidatura de seu vice, Adalclever Lopes (MDB), como cabeça de chapa.

Lacerda insistia na Justiça eleitoral em concorrer mesmo com decisão contrária da direção nacional de seu partido. Ele desistiu para evitar, segundo suas próprias palavras, “insegurança jurídica” às vésperas do primeiro turno. Após isso, desfiliou-se da legenda.

O ex-prefeito também criticou o que chamou de conchavos políticos entre seu partido e o PT, que fizeram um acordo nacional para que o PSB se mantivesse neutro na corrida presidencial, a fim de isolar Ciro Gomes (PDT). Pouco tempo depois da desfiliação, o PSB divulgou nota chamando Lacerda de “personalista” e “autoritário”.

Sua chapa era composta por PSB, MDB, PDT, PV, PRB e Podemos. O PSB nacional registrou-se na coligação do governador petista Fernando Pimentel, que tenta a reeleição, embora a direção estadual se mantenha na antiga aliança costurada por Lacerda. A questão será decidida na Justiça eleitoral.

  • Presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes afirmou que espera herdar os votos do ex-prefeito e manteve o mesmo plano de governo já registrado. Pesquisa Datafolha de 22 de agosto mostrava Lacerda com 9% das intenções, atrás do senador Antonio Anastasia (PSDB), com 26%, e de Pimentel (PT), com 18%. O nome do vice ainda não foi decidido.

    O MDB em Minas deu sustentação ao governo Pimentel nos últimos anos. Adalclever Lopes foi cogitado a concorrer ao Senado na chapa do petista, mas foi preterido pela ex-presidente Dilma Rousseff, o que inviabilizou a aliança entre os dois partidos. Neste ano, como presidente da Assembleia, ele aceitou o pedido de impeachment contra o governador, mas o processo está parado.

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