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Após denúncias, cúpula da Corregedoria da Polícia Civil é afastada

Medida ocorre em meio a denúncias de que agentes da corregedoria recebiam propina para informar policiais corruptos sobre operações do MP e e denúncias recebidas no órgão

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), Alexandre Moraes, anunciou nesta segunda-feira que afastou do cargo o diretor da Corregedoria da Polícia Civil, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho. A medida foi anunciada em meio a denúncias da existência de um suposto “mensalão” pago por policiais corruptos a agentes da corregedoria. O esquema, que foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo desde o ano passado.

Segundo as apurações, os agentes da Corregedoria recebiam até 50.000 reais mensais para passar informações privilegiadas a policiais corruptos sobre operações do Ministério Público e denúncias recebidas no órgão, cujo trabalho é justamente investigar e prender policiais que cometem abusos. A principal prova do MP no inquérito é um vídeo que mostra promotores de Justiça sendo ludibriados por policiais civis para permitir a fuga de dois investigadores acusados de corrupção que deveriam ser presos.

No lugar de Sampaio, entrará o delegado Domingos Paulo Neto, que atualmente é diretor Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Essas mudanças acontecem, segundo Moraes, porque todos os membros da Corregedoria citados pelo MP serão investigados em inquéritos policiais. “Para evitar o constrangimento do chefe da equipe investigar a própria equipe”, explicou o secretário.

Também foram afastados sete investigadores da Polícia Civil, o chefe dos investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Silvio Toyama, e o delegado Luiz Longo. Eles aparecem no vídeo anexado ao inquérito do MP.

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(Com Estadão Conteúdo)