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Após ‘cochilo’, meia-entrada nacional será revista

Texto aprovado nesta quarta garantiria o benefício a estudantes de todo o país, o que pode criar problemas com a FIFA. Medida deve ser alterada no Senado

Por Gabriel Castro - 6 out 2011, 12h42

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira que o governo não concorda com a meia-entrada para jovens estudantes em todo o país, estabelecida pelo Estatuto da Juventudade. O líder disse que o texto, aprovado nesta quarta, deve sofrer alterações no Senado. Se a medida se mantiver como a aprovada na Câmara, o Planalto baterá de frente com a FIFA, que é contra a meia-entrada nos jogos da Copa do Mundo.

Aprovado nesta quarta-feira, o texto foi alterado de forma a repassar aos estados a atribuição de garantir aos alunos um abatimento de 50% nos bilhetes de transporte público. Mas um cochilo da liderança do governo permitiu que o desconto em eventos culturais e desportivos fosse aprovado na forma de legislação federal: ou seja, o direito valeria em todo o país independentemente da legislação estadual.

Agora, o texto deve ser alterado no Senado. É o que diz Vaccarezza: “É um ponto que vai ser debatido no Senado, depois voltará ao debate na Câmara, será avaliado pela presidente e nós vamos ter a oportunidade de discutir para a Copa do Mundo na Lei Geral da Copa”, diz ele.

Desatenção – O petista afirma que conceder a meia entrada para estudantes de até 29 anos, além do benefício dado hoje a quem tem mais de 60, não é viável: “Se você der meia-entrada para todo mundo, não existe meia-entrada”, argumenta.

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Vaccarezza só descobriu o erro nesta quinta-feira, interpelado por jornalistas. Mas minimizou o problema. “Se teve algum erro no encaminhamento, foi meu. Mas não teve nenhuma desatenção. Nós fizemos um conjunto de ajustes. Nesse caso específico, nós não ajustamos”, disse ele.

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