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Após 48 horas, manifestantes deixam plenário da Câmara de SP

Grupo protestava contra iniciativas do prefeito João Doria (PSDB) de conceder à iniciativa privada serviços e prédios públicos e mudanças no passe livre

Por Bianca Lemos Atualizado em 11 ago 2017, 16h37 - Publicado em 11 ago 2017, 14h29

Após 48 horas de ocupação do plenário da Câmara Municipal de São Paulo para protestar contra projetos do prefeito João Doria (PSDB), os manifestantes deixaram o local no início da tarde desta sexta-feira sem grandes avanços – eles queriam a suspensão da tramitação de projetos que concedem ou privatizam imóveis e serviços da prefeitura e a revisão de iniciativa do tucano de restringir o uso do passe estudantil.

Segundo os manifestantes, o Colégio de Líderes da Câmara concordou em discutir a realização do plebiscito com a participação dos estudantes, que poderão expor suas ideias durante a sessão. Os integrantes do protesto leram um texto em que o Prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) e o Presidente da Câmara, Vereador Milton Leite (DEM), foram duramente criticados.

  • A desocupação ocorreu um dia após o juiz Alberto Alonso Muñoz, da 13ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo determinar a reintegração de posse do plenário. Com a liminar de Muñoz, a Câmara deveria ser desocupada em até cinco dias para evitar a retirada forçada pela Polícia Militar.

    Segundo a Câmara, os manifestantes acertaram a participação de seus representantes por cinco minutos na próxima reunião de líderes no Parlamento, mas não conseguiram a suspensão da tramitação dos projetos de lei 364, 367 e 404,que tratam de concessões e privatizações de serviços públicos. O grupo, que invadiu o plenário na quarta-feira, deixou o local aos gritos de “Doria, nem tenta, SP não está à venda”.

     

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