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Aliança entre Marina e Campos força Planalto a reavaliar estratégia de Dilma

Assessores da presidente dizem que ela apostava em um voo solo da ex-senadora pelo PPS e que aliança PSB/Rede dá carisma à chapa

Por Da Redação - 7 out 2013, 09h41
Estratégia: Dilma terá de reforçar imagem para embate com Marina Silva e Eduardo Campos
Estratégia: Dilma terá de reforçar imagem para embate com Marina Silva e Eduardo Campos VEJA

O Palácio do Planalto já reavalia a estratégia para a sucessão presidencial de 2014 após o anúncio, no sábado, da aliança entre a ex-senadora Marina Silva e governador de Pernambuco, Eduardo Campos – ambos agora no PSB. Petistas que integram o primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff acreditam que ela terá de reforçar a tática de construção da imagem de realizadora.

A ideia é se opor ao perfil “sonhático” da ex-ministra do Meio Ambiente, que deverá integrar a chapa presidencial do PSB com Campos. Um ministro de Dilma chega a brincar que ela terá de ser apresentada como a “realizática”.

A parceria entre Marina e Campos, dois ex-ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva, pegou de surpresa integrantes do governo Dilma. Os assessores do Planalto dizem que a presidente apostava que, sem ter conseguido registrar a Rede Sustentabilidade na Justiça Eleitoral por falta de assinaturas de apoio, Marina sairia candidata pelo PPS.

No acordo com Campos, ainda não está claro quem será o cabeça da chapa. Apoiadores tanto de Marina quanto de Campos dizem que a ex-ministra aceitaria integrar a aliança como vice. No anúncio em Brasília, Marina afirmou que pretendia “adensar o projeto de uma candidatura já posta”.

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No Planalto e no PT, a avaliação é de que Marina leva para o palanque de Campos o carisma e também o problema de um discurso contra os investimentos em infraestrutura. Agora, a chapa informal PSB/Rede terá de mostrar como é possível garantir o crescimento da economia com a visão “sustentável” de Marina, diz um auxiliar da presidente.

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Outro problema, segundo esse assessor, é a pressão dos aliados de uma possível candidata a vice que tem um nome mais conhecido do que o do próprio Campos – nas pesquisas de intenção de voto, Marina está logo atrás de Dilma, enquanto o governador de Pernambuco aparece bem abaixo, sem atingir dois dígitos na preferência do eleitorado.

O discurso ambiental, área de Marina, será moldado para que o governo passe a impressão de preocupação ecológica sem, no entanto, ficar paralisado. Nas avaliações feitas pelo PT, Dilma é imbatível no discurso social, mas há preocupação com a recomposição da base no Nordeste, área de Campos.

Célula-tronco

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Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, em setembro de 2009, a então senadora Marina Silva, filiada ao PV, explicou seu apoio às pesquisas científicas, mas sua posição contrária ao uso de célula-tronco embrionária.

Corrupção

Em pronunciamento na tribuna do Senado Federal, Marina Silva (PV) defendeu a transparência das contas públicas como antídoto à corrupção e citou números contabilizados pela FIESP sobre o montante bilionário do desvio de dinheiro público no Brasil.

Saída do PT

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Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Marina Silva citou a incapacidade de o PT se engajar na luta socioambiental e a vontade de não assumir um terceiro mandato como principais motivos para romper com o Partido dos Trabalhadores antes de se filiar ao PV e aceitar o convite para concorrer à Presidência da República.

Código Florestal

Durante a convenção do PV, em junho de 2010, para lançamento de sua candidatura a Presidência da República, Marina Silva falou sobre as mudanças no Código Florestal e o relacionamento com políticos e setores da sociedade.

Derrota nas eleições de 2010

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Fora do segundo turno da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2010, Marina Silva negou apoio aos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), e criticou a violência dos ataques pessoais durante a campanha.

Manifestações no Brasil

Em junho de 2013, enquanto estruturava o partido Rede Sustentabilidade, Marina Silva criticou em um vídeo na Internet o despreparo do Estado para lidar com os protestos que se organizaram nas redes sociais.

(Com Estadão Conteúdo)

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