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Alckmin diz que sua chance de chegar ao segundo turno é ‘enorme’

Em evento em São Paulo, tucano ressaltou alianças e propaganda na TV como apostas para deixar os incômodos 7% de intenção de voto em pesquisas

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 18 jun 2018, 20h51 - Publicado em 18 jun 2018, 18h46

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira, 18, que são “enormes” as chances de sua candidatura chegar ao segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto.

Durante um painel com presidenciáveis organizado pela União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), em São Paulo, Alckmin disse apostar em palanques estaduais e na propaganda em rádio e TV para deixar os incômodos 7% de intenção de voto atribuídos a ele por pesquisas eleitorais. “Não se impressionem com pesquisa eleitoral fora de hora”, afirmou o tucano.

Geraldo Alckmin citou a eleição suplementar ao governo do Tocantins, no início de junho, para sustentar que pesquisas eleitorais devem ser relativizadas. No pleito tocantinense, os líderes apontados pelos levantamentos, a senadora Kátia Abreu (PDT) e o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB), não chegaram ao segundo turno.

Em entrevista a jornalistas após sua participação no evento, Alckmin voltou a afirmar que gostaria de estabelecer uma aliança com o DEM na disputa presidencial. Embora pondere que a pré-candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à Presidência ainda está posta, Alckmin ressaltou que os partidos têm “visões de mundo” semelhantes.

“Se amanhã o Democratas decidir não ter candidato e nós pudermos estar juntos em um programa de propostas para a retomada do emprego e do crescimento, nós queremos. Temos uma proximidade programática, uma visão de mundo mais próxima”, declarou.

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No mesmo evento na capital paulista, o pré-candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, admitiu que mantém conversas com o DEM por uma união na campanha.

Questionado sobre se a adesão do DEM à candidatura de João Doria (PSDB) ao governo de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, ajuda a movimentar a aliança com o partido no plano nacional, Geraldo Alckmin disse que os estados têm realidades diferentes, “mas sempre ajuda, porque vai criando uma harmonização de palanques”.

  • O ex-governador paulista entende que as coligações se definirão em meados de julho, com a proximidade das convenções partidárias. Segundo o ex-governador de Goiás e coordenador político da campanha, Marconi Perillo, que acompanhou Alckmin no evento em São Paulo, o tucano tem “conversas muito avançadas” com PSD, PV, PTB e PPS.

    “Até vai crescer esse número de partidos, mas não vai ser agora, vai ser mais perto da data da convenção”, afirmou Geraldo Alckmin.

    Questionado sobre a unidade do próprio PSDB em torno de sua candidatura e o ambiente de tensão no partido, que culminou em um jantar em que Alckmin se irritou com a pressão de aliados, o ex-governador ironizou: “Não tem momento de tensão. Sou anestesista, estou acostumado com stress”.

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