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O racha na votação da reforma da Previdência

Deputados do PSL chamaram Bolsonaro de traidor por não apoiar pedido de policiais de não ter idade mínima para se aposentar. Thomas Traumann analisa o caso

O projeto da reforma da Previdência está na Câmara desde fevereiro e já passou por várias mudanças. Menos uma:  o ministério da Economia e deputados ligados a Rodrigo Maia não querem oferecer mais privilégios aos policiais civis, militares federais.

Os deputados do PSL chamaram Jair Bolsonaro de traidor por não apoiar o pedido desses policiais de não ter idade mínima para se aposentar. O relatório prevê que a categoria pode se aposentar aos 55 anos, desde que os homens contribuam com 30 anos e as mulheres com 25. O texto também diz que as brasileiras vai se aposentar com 62 e os brasileiros com 65.

Para deixar claro: parlamentares do partido do presidente estão colocando a reforma da Previdência sob ameaça para privilegiar uma corporação que já assegurou o direito de se aposentar dez anos antes do resto dos brasileiros.

E esse tumulto pode fazer com que a votação no plenário da Câmara, que é a mais importante, seja adiada de julho para agosto. E pode colocar a reforma em risco

O jornalista Thomas Traumann analisa o caso neste episódio do podcast Traumann Traduz: