O inferno astral do Ministério Público

Thomas Traumann analisa o impacto das declarações de Rodrigo Janot sobre planejar o assassinato de Gilmar Mendes e a chegada de Augusto Aras na PGR

Por Da Redação - Atualizado em 30 set 2019, 20h27 - Publicado em 30 set 2019, 20h21

A declaração do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que disse a VEJA que planejou entrar armado no Supremo Tribunal Federal (STF) para assassinar o ministro Gilmar Mendes e em seguida cometer suicídio é uma mácula para a instituição do Ministério Público. Mas não é a primeira.

As revelações sobre as conversas entre os procuradores de Curitiba, feitas pelo site The Intercept Brasil, comprovam que eles manipularam os processos da Operação Lava Jato. Tanto Janot quanto Deltan Dallagnol participaram de um momento histórico do Brasil: ajudaram a revelar um esquema bilionário de corrupção – mas isto não os desculpa de seus erros.

A queda abrupta de dois símbolos do MPF ocorre no momento em que assume a Procuradoria-Geral da República Augusto Aras, o primeiro em quase vinte anos indicado em uma escolha pessoal do presidente. Ou seja, o novo procurador-geral começa devendo um favor a quem o nomeou, Jair Bolsonaro. A força do Ministério Público não pode ser perdida pelo erro de alguns.

Entenda neste episódio do podcast Traumann Traduz:

 

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