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United Airlines: CEO defende retirada de passageiro de voo

Oscar Munoz apoiou a atitude agressiva de seus funcionários em um e-mail interno obtido pela imprensa americana

Após o incidente do último domingo em que um passageiro foi arrastado a força de um avião da United Airlines, o CEO da companhia afirmou que seus funcionários agiram da maneira correta e que o cliente foi “indisciplinado e combativo”. Oscar Munoz se dirigiu a seus funcionários em um e-mail interno, que vazou e foi divulgado pela imprensa americana.

No comunicado, Munoz defendia os funcionários que agrediram e expulsaram à força o passageiro, que segundo ele “seguiram procedimentos estabelecidos para situações deste tipo”. “Ao mesmo tempo em que lamento profundamente esta situação, eu também fico enfaticamente ao lado de vocês e quero recomendar que vocês continuem indo ao infinito e além para garantir que voemos de forma correta”, concluiu o CEO na carta divulgada dentro da empresa.

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Entretanto, em uma nota enviada ao público na segunda-feira, Munoz se pronunciou de forma totalmente diferente. O CEO pediu desculpas em nome da companhia aérea por “ter de reacomodar” passageiros. “Nosso time está se movendo com senso de urgência para trabalhar com as autoridades e conduzir nossa própria avaliação sobre o que ocorreu. Também estamos contatando esse passageiro para falar diretamente com ele e encaminhar e resolver essa situação”, dizia o comunicado público.

A United Airlines foi fortemente criticada nos últimos dias por ter expulsado o passageiro de um voo que que estava com overbooking – excesso de passageiros. Segundo relatos de outros passageiros do avião, a empresa aérea pediu que o homem e algumas outras pessoas cedessem seu lugar para seus funcionários.

Um dos passageiros teria dito aos oficiais que era médico e se negou a sair porque precisava estar em um hospital na manhã do dia seguinte para atender. Os funcionários da empresa então o arrastaram para fora do avião. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o homem se debatendo e com o rosto ensanguentado. O passageiro não se pronunciou sobre o ocorrido.

Comentários

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  1. Geraldo Gomes

    O fato do passageiro a ser expulso ser um asiático foi pura coincidência, mesmos tendo 200 loirinhos dentro do mesmo avião.

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  2. Sorte da empresa que retiraram um homem e não uma mulher. Nesse caso, a imprensa mundial teria um novo inimigo, além de Trump. Pessoas invadiriam aeroportos, espancariam funciários da empresa e ensinariam nas escolas que a empresa é fascista.

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