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Passageiro é retirado à força de voo com overbooking

CEO da empresa pediu desculpas no site da empresa por ter de "reacomodar" passageiros

Por Da redação - Atualizado em 10 abr 2017, 17h05 - Publicado em 10 abr 2017, 17h01

Um passageiro foi arrastado por policiais e retirado à força de um voo da United Airlines que estava com overbooking – excesso de passageiros. O incidente ocorreu domingo no voo 3411 e o passageiro ficou depois com o rosto ensaguentado.

A rota do voo 3411 liga as cidades americanas de Chicago (Illinois) a Louisville (Kentucky). O vídeo foi postado no Twitter por passageiros no último domingo. De acordo com o relato de um deles, a empresa disse que precisaria de assentos para embarcar alguns de seus funcionários. Como não houve voluntários, a United Airlines teria dito que faria uma seleção aleatória, através do computador.

Segundo o relato de outra passageira, o homem teria dito aos oficiais que era médico e se negou a sair porque precisava estar em Louisville na manhã do dia seguinte para atender em um hospital.

No vídeo, é possível ouvir o passageiro gritando e depois sendo arrastado, com o rosto avermelhado e, aparentemente desacordado, por policiais pelo corredor. Os outros passageiros reagiram com indignação.

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Outro vídeo publicado por uma passageira que alega que seu marido estava no voo,  mostra o homem removido de volta à aeronave, na entrada do corredor, com o rosto ensanguentado e dizendo “me matem” aos policiais.

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O CEO da empresa, Oscar Munoz, publicou um pedido de desculpas no site da companhia aérea por “ter que reacomodar” passageiros e disse que estão tentando entrar em contato com o cliente afetado.

“Esse é um evento entristecedor para nós aqui na United. Eu peço desculpas por ter que reacomodar esses clientes. Nosso time está se movendo com senso de urgência para trabalhar com as autoridades e conduzir nossa própria avaliação sobre o que ocorreu. Também estamos contatando esse passageiro para falar diretamente com ele e encaminhar e resolver essa situação”, diz ele em nota.

Procurada por VEJA, a United Airlines não se manifestou até o momento.

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