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Um ano após cirurgia, Chávez diz que se sente bem e trabalha até tarde

Por Da Redação - 20 jun 2012, 21h13

Caracas, 20 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que se sente bem e que trabalha até tarde, e reafirmou seu sentimento religioso ao pedir mais uma vez a Jesus Cristo que lhe dê mais forças para se recuperar do câncer.

‘Nesta manhã vi meu rosto e disse a mim mesmo: oi, você vê um Hugo Chávez saudável. Eu me sinto saudável’, afirmou Chávez durante um ato público no Palacio de Miraflores (sede do governo) transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.

Hoje completa um ano desde que o presidente venezuelano foi operado em Cuba por causa de um tumor canceroso encontrado em uma cirurgia à qual foi submetido dez dias antes, também na ilha.

Após esses dois procedimentos, Chávez voltou a passar pela sala de cirurgia em fevereiro deste ano, para a retirada de outro tumor, uma reincidência do mesmo câncer, e depois se submeteu a sessões de quimio e radioterapia como parte de um processo de recuperação pelo qual ainda passa.

Em seu discurso, o presidente venezuelano também disse que está em plena atividade, ‘fazendo ligações, assinando papéis, caminhando um pouco’ e também fazendo exercícios e ou passeios.

‘Estou agarrado a meu Senhor, ele é dono desta vida, e sobretudo digo a Cristo: me dê mais vida porque não é para mim, sabes que é para que teu plano, para ajudar para teu plano aqui na Venezuela avance’, afirmou.

‘Bem-aventurados os pobres, porque deles será o meu reino’, foi o que disse Cristo, a justiça social’, acrescentou.

Chávez guardou silêncio sobre o tipo e a gravidade do câncer do qual sofre, e se limitou a dizer que está localizado na zona pélvica, que o primeiro tumor era do tamanho de uma bola de beisebol e que o segundo tinha dois centímetros. Além disso, insistiu que não tem metástase.

O líder venezuelano, de 57 anos, concorre à terceira reeleição nas eleições presidenciais de 7 de outubro, nas quais terá como principal adversário o candidato Henrique Capriles. EFE

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