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UE reafirma embargo petrolífero ao Irã com ameaça de mais sanções

Luxemburgo, 25 jun (EFE).- A União Europeia confirmou nesta segunda-feira que a partir de 1º de julho começará a aplicar um embargo às exportações petrolíferas do Irã, como já havia anunciado, e advertiu que podem aplicar novas sanções caso não alcance progressos no diálogo sobre o dossiê nuclear iraniano.

O embargo petrolífero imposto pelo Conselho de Ministros das Relações Exteriores da UE pretende afetar as fontes de financiamento do programa nuclear de Teerã, indicou o organismo em comunicado.

Segundo os ministros, os contratos firmados após o dia 23 de janeiro para importação de petróleo cru do Irã terão que serem concluídos até a data estipulada, tanto que as companhias de seguros europeias já não poderão assegurar o transporte de petróleo iraniano.

Os ministros europeus tinham se comprometido a revisar o embargo ao Irã a pedido de países como a Grécia, que em um primeiro momento tinham dúvidas em relação às sanções sob a importação de petróleo do Irã.

‘Intensificaremos as sanções nos próximos meses se não houver avanços’, assinalou o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, em sua chegada à reunião dos 27 em Luxemburgo.

Hague lamentou que, apesar dos ‘esforços’ europeus, não tenha conseguido articular ‘negociações bem-sucedidas’ entre o Irã e as potências do Grupo 5+1 (Reino Unido, China, França, Rússia, Estados Unidos e Alemanha).

Segundo o representante britânico, ‘ainda não é tarde demais para o Irã apresentar uma resposta mais promissora à proposta (da comunidade internacional), mas não fez até agora’.

O Irã e o Grupo 5+1 – representado pela chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton -, fecharam na última semana uma nova rodada de diálogo em Moscou, mas sem conseguir avanços significativos.

As duas partes decidiram realizar uma nova reunião no próximo dia 3 de julho em Istambul.

‘As negociações não estão estagnadas, mas para estar seguros que podemos trabalhar juntos de novo é importante olhar os aspectos técnicos. Há assuntos que temos que analisar detalhadamente’, declarou Catherine.

O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Didier Reynders, acredita que essa nova reunião técnica possa firmar o retorno do Irã às mesas de negociações em nível político.

Enquanto isso, os 27 seguirão adiante com o embargo às exportações de produtos petrolíferos que foi firmada em janeiro e será aplicada a partir de 1º de julho, confirmou Catherine.

‘As sanções vão começar a ser aplicadas a partir do 1º de julho de forma firme’, indicou o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, que ressaltou que o Irã ‘deve modificar sua atitude’.

O ministro britânico das Relações Exteriores também sublinhou a importância de manter a medida, enquanto o ministro de Luxemburgo, Jean Asselborn, alegou que o embargo poderá fazer com que o regime iraniano se sinta ‘isolado’.

Em entrevista coletiva ao término do Conselho, a chefe da diplomacia europeia lembrou que o objetivo das sanções é persuadir e levar o Irã às mesas de negociação.

‘Todas as nossas medidas de sanções são revisadas constantemente para garantir sua eficácia e para evitar potenciais danos entre a população’, indicou Catherine, lembrando que, em paralelo, estudam outras formas de exercer ‘mais pressão’. EFE