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Trump se nega a assinar pacote de ajuda de 900 bilhões de dólares

Presidente dos Estados Unidos afirmou que texto aprovado no Congresso é uma "vergonha" e exigiu emendas

Por Da Redação 22 dez 2020, 23h15

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou-se a assinar, nesta terça-feira, 22, a lei que cria um pacote de alívio econômico de 900 bilhões de dólares aprovado pelo Congresso para responder à crise provocada pela pandemia de Covid-19. O republicano disse que o texto é uma ‘vergonha’ e exigiu que sejam feitas emendas.

“Realmente é uma vergonha”, disse Trump, que criticou a ajuda a famílias nas quais há pessoas em situação irregular no país, que seja incluído um orçamento para museus e que haja provisões para ajudar outros países. O presidente também pediu que se aumente de 600 para 2 mil dólares a ajuda às pessoas mais necessitadas. “Pedirei ao Congresso que elimine imediatamente os itens inúteis e desnecessários dessa legislação e apenas me envie um projeto de lei adequado”, assinalou.

O plano de alívio foi aprovado após meses de negociações árduas, no momento em que a Covid-19 avança sem controle pelo país, ameaçando sua recuperação econômica. O projeto faz parte de um pacote mais amplo, que inclui o orçamento do próximo ano, motivo pelo qual inclui verbas para a cultura e a ajuda a outros países.

O pacote havia tido o apoio de republicanos e democratas, sendo ratificado tanto na Câmara quanto no Senado. “O povo americano pode ter a certeza de que há mais ajuda a caminho”, escreveu Mitch McConnell, líder da maioria republicana no Senado, no Twitter.

Em março, os Estados Unidos iniciaram o primeiro pacote de estímulo, totalizando uma injeção de recursos de 2,2 trilhões de dólares (cerca de 11,2 trilhões de reais).

(com AFP)

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