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Trump se diz disposto a negociar com Irã e sugere mediação japonesa

Presidente americano está em Tóquio, onde se reúne com o premiê Shinze Abe e o novo imperador Naruhito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou, nesta segunda-feira 27, disposto a falar com o Irã para reduzir as atuais tensões, e se referiu a uma possível mediação nesse sentido que o governo do Japão pode operacionalizar.

“Sei que o primeiro-ministro (japonês Shinzo Abe) tem uma boa relação com o Irã”, afirmou Trump em breve declaração aos jornalistas antes de começar uma reunião com Abe no palácio de Akasaka, residência do chefe de Estado convidado.

“Acredito que o Irã gostaria de falar e, se quer fazê-lo, gostaríamos de conversar”, acrescentou o presidente americano, que chegou no sábado a Tóquio para uma visita oficial que vai até terça-feira. Ele se reuniu também com o novo imperador do país, Naruhito, se tornando o primeiro chefe de Estado a visitá-lo oficialmente.

A imprensa japonesa sinalizou a possibilidade de que Abe viaje em junho próximo a Teerã para mediar a relação entre Irã e Estados Unidos, cujos governos trocaram recentemente comentários hostis.

“Sei que o primeiro-ministro (japonês) está muito próximo dos dirigentes do Irã, vamos ver o que acontece. Ninguém quer ver coisas horríveis, especialmente eu”, acrescentou o presidente americano.

Trump também se referiu à sua aproximação do regime de Pyongyang, contatos que fracassaram no final de fevereiro passado depois de uma reunião em Hanói com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

“Pessoalmente acredito que haja um monte de coisas que podem ser conseguidas com a Coreia do Norte. Posso estar certo ou não, mas sinto assim”, disse Trump.

“Não há provas de foguetes, não há testes nucleares. Percorremos um longo caminho com a Coreia do Norte, e veremos o que acontece”, afirmou Trump, apesar de no início de maio o regime de Pyongyang ter feito dois testes com mísseis de curto alcance.

“Vamos ver é possível conseguir algo construtivo. Se for visto o que acontecia há dois anos é uma grande diferença”, finalizou Trump.