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Trump pede desculpas por retuíte de vídeos anti-islâmicos

Ação causou mal-estar com Reino Unido; vídeos foram originalmente postados por grupo de extrema direita Britain First

Por AFP - Atualizado em 26 jan 2018, 20h08 - Publicado em 26 jan 2018, 19h24

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu desculpas por ter retuitado vídeos antimuçulmanos de um grupo de extrema direita do Reino Unido em uma entrevista ao canal britânico ITV. A situação causou mal-estrar em Londres e com a primeira ministra Theresa May.

“Não sabia quem eles eram”, afirmou sobre o Britain First (Reino Unido primeiro), grupo que postou os vídeos originalmente, antes de completar: “Se você me diz que são pessoas racistas horríveis, certamente gostaria de pedir desculpas”.

“Fiz um retuíte. Quando você faz retuítes pode provocar problemas porque nunca sabe quem os iniciou”, alegou o presidente na entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, realizada na quinta-feira em Davos, na Suíça, onde participa no Fórum Econômico Mundial.

Morgan acusou o presidente americano de provocar “uma grande angústia e irritação em meu país, porque o Britain First é essencialmente um monte de racistas, fascistas”.

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“Não sabia”, respondeu o presidente, de acordo com trechos da entrevista que será exibida na íntegra no domingo.

 No fim de novembro, Trump retuitou os vídeos postados pela vice-líder do Britain First, Jayda Fransen. As imagens mostravam supostos muçulmanos espancando um adolescente até a morte, agredindo com bengala um menino e destruindo uma estátua da Virgem Maria.

A postagem levou a primeira-ministra britânica, Theresa May, a classificar a atitude de Trump como “um erro”. O presidente americano respondeu que a chefe do governo britânico deveria se preocupar com os próprios problemas.

Donald Trump compartilha tweet

Donald Trump compartilha tweet @realDonaldTrump/Twitter

“Temos uma grande relação, embora muitas pessoas acreditem que não”, declarou Trump sobre May. “Ela está fazendo um grande trabalho.”

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“Sou um grande admirador da Grã-Bretanha, do Reino Unido, da Escócia“, completou o presidente americano.

O incidente de novembro provocou controvérsia entre os britânicos sobre a conveniência de convidar Trump para uma visita de Estado, o tipo de visita mais elevada em termos protocolares, que deveria acontecer este ano.

“Não me importa”, respondeu ao ser questionado sobre os britânicos descontentes com o convite e sobre os pedidos públicos para que o Reino Unido proibisse sua entrada no país. “Acredito que muitas pessoas em sua nação gostam do que defendo, defendo fronteiras fortes.”

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