Clique e assine a partir de 9,90/mês

Trump denuncia ações violentas de ‘saqueadores e anarquistas’ nos EUA

Presidente se referiu a manifestantes como 'saqueadores' e 'anarquistas' que têm manchado a memória de George Floyd

Por AFP - Atualizado em 30 Maio 2020, 21h11 - Publicado em 30 Maio 2020, 19h37

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou neste sábado, 30, o teor violento das manifestações ininterruptas na cidade de Minneapolis, em protesto contra a morte de George Floyd, um afro-americano que estava sob custódia policial. Trump chamou os manifestantes de “saqueadores e anarquistas”.

“A morte de George Floyd nas ruas de Minneapolis é uma grave tragédia”, disse o presidente no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde participou da decolagem de astronautas americanos. Ele acrescentou que a memória de Floyd está sendo “desonrada pelos manifestantes, saqueadores e anarquistas” e pediu “reconciliação, não ódio, justiça, caos”.

Em Nova York, neste sábado, uma mulher foi presa após jogar uma bomba artesanal, conhecida como coquetel Molotov, dentro de um veículo policial ocupado por quatro policiais durante manifestação.

Nesta sexta-feira 29, as manifestações se tornaram mais violentas. Ao menos duas pessoas morreram – um jovem de 19 anos em Detroit e um policial na Califórnia. Comércios e prédios da administração pública foram incendiados em Minneapolis.

Continua após a publicidade

Neste sábado, o governador do estado de Minnesota, Tim Walz, responsabilizou grupos organizados pela violência das manifestações. As autoridades locais também anunciaram que irão mobilizar a Guarda Nacional para intervir nos atos.

Os protestos contra a brutalidade policial se espalharam pelos Estados Unidos depois que Floyd, um homem negro, foi morto pela polícia na segunda-feira passada, quando foi detido em Minneapolis. De acordo com imagens gravadas por testemunhas, o policial Derek Chauvin asfixiou Floyd até a morte no chão da rua ao se manter ajoelhado sobre o pescoço da vítima por diversos minutos. O policial está preso.

Publicidade