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Trump ameaça paralisação do governo por causa de imigração

O presidente americano afirmou que o governo federal pode paralisar suas atividades caso os Democratas não apoiem mudanças nas leis de imigração

Por Da Redação - Atualizado em 29 jul 2018, 11h24 - Publicado em 29 jul 2018, 11h08

O presidente dos  Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que poderia permitir que o governo federal paralisasse suas atividades se os Democratas se recusarem a apoiar grandes mudanças nas leis de imigração que seu governo quer.

“Eu estaria disposto a paralisar o governo se os Democratas não nos derem votos para a Segurança da Fronteira, que inclui o Muro! Devem se livrar da Loteria, ser pegos e liberados, etc. e finalmente ir para o sistema de Imigração baseado no mérito! Nós precisamos de grandes pessoas vindo ao nosso país!”, disse Trump no Twitter.

Trump também advertiu que cruzar a fronteira do país ilegalmente tem consequências, “seja com ou sem crianças”, e pediu ao Congresso que mude a legislação migratória atual, que ele classificou como “a pior e mais idiota” no mundo todo.

“É preciso compreender que há consequências quando as pessoas cruzam nossas fronteiras, seja com ou sem crianças – e muitos estão simplesmente usando crianças para seus próprios propósitos sinistros”, afirmou o presidente no Twitter.

Imigrantes

A Casa Branca foi alvo de várias críticas desde que decidiu adotar em abril uma política de “tolerância zero” contra os imigrantes que entravam no país irregularmente pela fronteira com o México, uma medida que acabou sendo suspensa em meados de junho pelas enormes críticas recebidas.

Diversos representantes do governo reconheceram que o propósito dessa política de “tolerância zero” era dissuasório, diante da incapacidade de Trump de construir um muro fronteiriço com o México ou de endurecer as leis por não contar com apoio necessário no Congresso, apesar dos republicanos controlarem as duas câmaras.

“O Congresso deve agir para regular a pior e mais idiota legislação migratória no mundo todo”, acrescentou o presidente em sua mensagem.

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Por causa dessa política de “tolerância zero”, cerca de 3 000 menores de idade foram separados dos seus pais. No entanto, após uma ação movida pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), o juiz federal Dana Sabraw determinou que esta norma era contrária à lei e ordenou que o governo reunificasse as famílias.

Na última quinta-feira, não obstante, terminou o prazo dado pelo juiz e, embora o governo tenha conseguido reunir 1 820 famílias, segundo números oficiais, ainda falta saber qual será o destino de 711 menores que permanecem sob custódia

Disputa

No fim de junho, Trump pediu que os legisladores republicanos “não percam tempo” com temas de imigração até a realização das eleições legislativas de novembro. Também acusou os democratas de estarem “jogando” com um problema que não lhes interessou por décadas.

“Os republicanos deveriam deixar de perder o tempo com (temas) de imigração até que elejamos mais senadores e congressistas em novembro. Os democratas só estão jogando, não têm intenção de fazer nada para resolver este problema que se estende por décadas”, escreveu Trump em sua conta do Twitter.

O líder acrescentou que, caso não sejam cumpridas as previsões que apontam para uma provável melhoria dos resultados da oposição nas próximas eleições, os conservadores poderão aprovar “uma grande legislação”.

Estas afirmações foram feitas depois da comprovação de que os republicanos não contam com os votos necessários para manter a maioria nas duas casas do Congresso. Em um cenário desfavorável, o governo não terá condições de aprovar projetos de lei. Entre ele, o que destina fundos do orçamento para a construção de muro na fronteira com o México.

(Com Reuters e EFE)

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