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Tóquio pede que cidadãos fiquem em casa após salto nos casos de Covid-19

Capital japonesa registrou um aumento de sete vezes no número de infecções enquanto começa a reabertura econômica

Por Da Redação - Atualizado em 2 jun 2020, 15h52 - Publicado em 2 jun 2020, 15h31

O governo de Tóquio pediu nesta terça-feira, 2, que a população fique em casa e que só saia caso for realmente necessário após um novo surto de coronavírus ter sido registrado na capital do Japão.

Os 34 novos casos de Covid-19 representam quase sete vezes mais pacientes infectados pelo vírus do que o relatado em 31 de maio, quando a cidade contabilizou apenas cinco novos doentes – a primeira vez em seis dias que a quantidade de novos pacientes ficou abaixo da casa dos dois dígitos. A nova cifra também ocorre uma semana após o governo ter retirado o o status de emergência no país.

O novo salto no número de casos ocorre também no mesmo momento em que o país começa a reabrir progressivamente sua economia. Na segunda-feira 1, o Japão entrou na segunda fase do relaxamento de medidas de restrição.

Na nova etapa, foram reabertas todas as escolas públicas, que ficaram com aulas suspensas por três meses, e foi autorizada a volta à atividade da maioria dos estabelecimentos comerciais. Os estabelecimentos privados de ensino, que ainda não funcionavam também puderam retornar, além de cinemas, teatros, academias e shoppings.

Pequenas aglomerações voltaram a ser permitidas, com um limite de até 100 participantes, segundo as diretrizes apresentadas pelo governo metropolitano, que pretende seguir levantando as restrições a cada duas semanas, mas somente se a situação permanecer sob controle.

O turismo também começa a ser reaberto na segunda fase do plano. Nesta semana, o país voltou a abrir seus principais pontos turísticos, aplicando medidas para evitar um aumento descontrolado dos casos de Covid-19, como a limitação de visitantes.

Os jardins do palácio imperial em Tóquio abriram suas portas após dois meses fechados devido à pandemia, embora, por enquanto, o acesso seja limitado a 100 pessoas por dia e eles sejam obrigados a usar uma máscara e ter a temperatura medida antes de acessar o local.

Na véspera, outros pontos turísticos populares do país já estavam abertos, como a torre Tokyo Skytree, que reduziu o horário de visitas e o uso de elevadores; o Templo Todai-ji, em Nara, famoso por sua estátua de Buda de 15 metros de altura; ou o Museu da Paz, em Hiroshima, todos com controles de temperatura e fazendo um apelo para que os visitantes fiquem distantes entre si.

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Enquanto o parque de diversões Disneyland, em Tóquio, anunciou que suas instalações permanecerão fechadas, apesar da retirada do alerta de saúde, a Universal Studios Japão, em Osaka, indicou que abrirá suas portas na próxima segunda-feira, 8, embora com restrições nas medidas de acesso.

Durante a reabertura, mais testes 

O governo do Japão aprovou, também nesta terça-feira, o uso de um novo tipo de teste para a Covid-19 baseado em amostras de saliva dos pacientes, que visa expandir o número total de exames realizados, além de reduzir o risco de contágio para os profissionais da saúde.

Os novos testes serão cobertos pelo seguro de saúde público e realizados em pacientes com sintomas da doença por até nove dias, período durante o qual o vírus permanece detectável na saliva dos infectados, anunciou o Ministério da Saúde japonês.

Esse método “aliviará significativamente a carga tanto para os doentes, como para as instituições que coletam amostras, aliviando o risco de infecção”, disse o ministro da Saúde, Katsunobu Kato, em entrevista coletiva.

O método mais utilizado para o exame, até então, requer uma amostra do muco nasal colhido por profissionais da saúde, o que aumenta o risco de tosse ou espirro do paciente e a consequente exposição do médico ou enfermeiro ao vírus.

Para os novos testes, os pacientes devem colocar uma amostra de saliva em um recipiente e entregá-la aos profissionais de saúde, de acordo com o ministro, também observando que a confiabilidade desse teste é comparável à baseada nas amostras das mucosas.

O ministro não detalhou em que medida esse novo método será implantado e como afetará o número total de testes realizados, após as críticas recebidas pelas autoridades japonesas por realizarem testes em menor escala do que outros países.

O Japão realizou mais de 292 000 testes até o momento e registrou 19.949 infecções e 898 mortes por Covid-19.

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(Com EFE)

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