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Teste toxicológico do capitão Schettino está previsto para 26 de janeiro

Roma, 24 jan (EFE).- O teste toxicológico que será realizado em Francesco Schettino, capitão do cruzeiro naufragado na Itália no último dia 13, começará em 26 de janeiro, o que desmente a afirmação de seu advogado de que os resultados tinham sido negativos.

A imprensa italiana explicou que somente nesta terça-feira a Promotoria de Grosseto, encarregada das investigações, nomeou o perito Marcello Chiarotti para supervisionar as provas toxicológicas sobre um cabelo e a urina do capitão, recolhidos dia 17 de janeiro.

O advogado de Schettino, Bruno Leporatti, afirmou na segunda-feira em declarações à imprensa italiana que o teste toxicológico era negativo como ‘sempre tinham afirmado’.

O presidente da associação de consumidores Codacons, Carlo Rienzi, confirmou também nesta terça-feira ao sair da Promotoria que as análises começarão dia 26 de janeiro nos laboratórios do departamento de Medicina da Universidade Católica de Roma e que precisará de um mês para obter os resultados.

Além disso, os exames devem ser feitos sob a supervisão de um perito nomeado pela defesa, que até então não foi escolhido, e também participarão assessores do Codacons.

A associação Codacons se constituiu nesta terça-feira como parte civil perante a Promotoria de Grosetto, e pediu a realização do teste antidrogas e de exames de sangue para estabelecer a presença de álcool.

Segundo o grupo, a Promotoria negou a autorização para efetuar exames de sangue no comandante, que se encontra em prisão domiciliar sob a acusação de naufrágio, homicídio involuntário múltiplo e abandono do navio.

O naufrágio aconteceu, segundo admitiu a companhia Costa Cruzeiros, por causa de um ‘erro humano’ do capitão que aproximou o navio até cerca de 150 metros do litoral da pequena ilha de Giglio, no mar Tirreno, e na manobra esbarrou com um empecilho.

Até o momento foram recuperados os corpos de 16 vítimas, entre eles o de um peruano e um espanhol, e 22 pessoas continuam desaparecidas, entre elas uma menina de 5 anos e a peruana Erika Soria Molina, de 26 anos, que fazia parte da tripulação. EFE