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Talibã assassinou mais de 100 militares e policiais no Afeganistão

Investigação foi conduzida pela ONG Human Rights Watch

Por Ernesto Neves Atualizado em 30 nov 2021, 17h04 - Publicado em 30 nov 2021, 17h02

No controle do Afeganistão desde agosto, o grupo radical islâmico Talibã já assassinou mais de 100 membros das forças de segurança do país.

É o que mostra uma investigação da ONG direitos humanos Human Rights Watch.

A investigação aponta militares e policiais que trabalharam para o governo de Ashraf Ghani tornaram-se alvo do grupo.

Aliado das potências ocidentais, Ghani renunciou ao poder em 15 de agosto e fugiu com uma mala de dinheiro para o exterior.

As mortes integram uma série de assassinatos e execuções sumárias que vêm acontecendo nos últimos três meses.

Segundo observadores do Afeganistão, o relatório derruba o discurso feito por membros do Talibã de que o grupo adotaria uma postura moderada.

Segundo promessa feita pelos insurgentes, o Talibã daria anistia geral para ex-funcionários do governo, autoridades e militares. 

O levantamento traz detalhes sobre o desaparecimento de 47 membros das forças de segurança que se renderam ao Talibã ou foram detidos entre 15 de agosto e 31 de outubro em quatro das 34 províncias afegãs. 

Também há informações sobre mortes ou desaparecimentos de pelo menos outros 53 ex-membros da força de segurança nas mesmas províncias.

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