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Tailândia busca autores de ataques a protestos

Polícia decide oferecer recompensa por informações sobre os responsáveis

Por Da Redação 21 jan 2014, 03h54

A polícia da Tailândia ofereceu uma recompensa de 500.000 bats (o equivalente a cerca de 35.000 reais) por informações que levem às prisões dos responsáveis pelos ataques que mataram um manifestante e deixaram mais de 50 feridos nos últimos dias, em meio à nova onda de protestos contra o governo interino da primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

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O último incidente ocorreu na madrugada desta terça-feira, quando homens em um automóvel dispararam contra um acampamento de manifestantes, sem causar feridos. Os manifestantes ainda conseguiram capturar a motorista e entregá-la à polícia.

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As autoridades disponibilizaram na Internet o vídeo do suspeito que na tarde de domingo lançou duas granadas e atirou contra os manifestantes antigovernamentais em Bangcoc, informou nesta terça imprensa local. O vídeo de meio minuto mostra um homem vestido como um manifestante lançando o que parece uma granada, assim como a explosão que deixou 28 feridos.

O subcomissário da Polícia Metropolitana de Bangcoc, Adul Narongsak, relacionou esse incidente com o ataque com uma granada que deixou um morto e 38 feridos na última sexta-feira em uma manifestação conduzida pelo líder dos protestos, o político Suthep Thaugsuban, do opositor Partido Democrata. Adul disse que nos dois ataques os explosivos utilizados eram granadas RGD-5s, o que indica que foram cometidos pelo mesmo grupo.

Há uma semana, milhares de manifestantes pedem nas ruas da capital tailandesa a renúncia da primeira-ministra Yingluck Shinawatra e a suspensão das eleições parlamentares marcadas para 2 de fevereiro. Os opositores do governo, formados em sua maioria pela elite financeira e militar de Bangcoc, reivindicam que antes de qualquer eleição seja implementada uma série de reformas políticas por meio de um conselho popular não eleito.

Desde o início dos protestos, em novembro do ano passado, nove tailandeses morreram e mais de 500 pessoas ficaram feridas desde que Suthep se colocou à frente das manifestações e ordenou a ocupação de alguns Ministérios em novembro do ano passado.

Irmã do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto no golpe militar de 2006, a premiê Yingluck Shinawatra rejeitou desde o primeiro dia das manifestações utilizar a força contra os protestos e aposta todas as suas fichas nas eleições antecipadas. Thaksin e seus aliados ganharam todas as disputas eleitorais realizadas na Tailândia desde 2001.

(Com agência EFE)

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