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Suspeito de ataque a casa de rabino nos EUA é indiciado por crime de ódio

Grafton Thomas não tem histórico de violência, mas pesquisava na internet sobre Hitler, nazismo e antissemitismo

Por Da Redação Atualizado em 30 dez 2019, 16h21 - Publicado em 30 dez 2019, 16h18

Suspeito de invadir a casa do rabino Chaim Rottenberg e ferir cinco pessoas com um facão, Grafton Thomas foi indiciado por crime de ódio na Corte Federal Distrital de White Plains, no estado americano de Nova York. Ele já havia sido acusado à Justiça por cinco tentativas de assassinato e roubo e se declarado inocente. Com o novo indiciamento, dificilmente poderá ser liberado mesmo se pagar a fiança prevista em 5 milhões de dólares.

O atentado ocorreu durante a celebração do Hanukkah, a chamada “festa das luzes” da tradição judaica, na noite de sábado 28. Agentes do FBI encontraram na casa de Thomas, também na cidade de Monsey, publicações que expressam antissemitismo, entre as quais referências a Adolf Hitler e à “cultura nazista” e desenhos da Estrela de Davi e da suástica, segundo o jornal The New York Times.

O FBI também constatou no telefone celular Thomas que ele havia reservado para leitura no mesmo sábado um artigo com o título de “Cidade de Nova York aumenta presença da polícia nos bairros judaicos depois de ataque antissemita. Veja aqui os detalhes”. O rastreamento do aparelho evidenciou ainda suas pesquisas pela internet a partir das seguintes frases: “Por que Hitler odiava os judeus”, “Templos judaicos alemães próximos de mim” e Templos sionistas” em Elizabeth, no estado de Nova Jersey, e em Staten Island.

O ataque de sábado colocou em alerta a polícia dos estados de Nova York e de Nova Jersey, onde há grandes concentrações de judeus. “Vamos manter a comunidade judaica segura, e temos tolerância zero a crimes de ódio na cidade de Nova York”, afirmou o comissário de polícia, Dermont Shea. O governador do estado, Bill de Blasio, admitiu haver um “problema crescente de antissemitismo” nos Estados Unidos e determinou às escolas municipais a intensificação do currículo sobre esse preconceito, segundo o Times.

Grafton Thomas tem um longo histórico de doenças mentais e de hospitalizações, de acordo com sua família. Segundo a rede de televisão CNN, ele foi preso uma hora depois do ataque, quando cruzava de carro a Ponte George Washington, em direção à cidade de Nova York. Suas roupas cheiravam a sangue e água sanitária.

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A família de Thomas, que vivia com sua mãe, alega que que ele não tem histórico de violência equivalente à cometida contra o rabino Chaim Rottenberg e seus convidados. No início deste ano, ele foi preso duas vezes por ameaça e imprudência. “Ele não conhece a história do antissemitismo e foi criado em um lar que abraça e respeita todas as religiões e raças. Ele não é membro de nenhum grupo de ódio”, informou a família por comunicado.

O defensor de Thomas, Michael Sussman, pedirá à Justiça uma avaliação mental de seu cliente. Amigos dele também ecoaram a mesma versão da família, segundo a CNN. Tallen Collins afirmou ser Thomas um “homem adorável, com muita criatividade” e nunca ter visto um ato violento dele. A pastora Wendy Paige, da Igreja Metodista Unida, disse conhecê-lo há mais de 10 anos e que “não é um terrorista nem uma “pessoa violenta”.

Duas das cinco vítimas de Thomas estão internadas em estado crítico.

 

 

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