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Sobe para 34 número de mortos em naufrágio na costa da Grécia

Um barco de madeira carregando 128 pessoas virou em meio a fortes ventos. Entre os mortos, estão quatro bebês e outras dez crianças

Chegou a 34 o número de pessoas que morreram afogadas neste domingo nas proximidades da ilha grega de Farmakonisi em meio a uma tentativa de chegar na Grécia saindo da Turquia. Autoridades gregas descreveram a ocorrência como a mais fatal desde o início da crise dos refugiados.

Um barco de madeira carregando 128 pessoas virou em meio a fortes ventos. Entre os mortos, estão quatro bebês e outras dez crianças, informou um oficial da guarda costeira da Grécia. Ainda de acordo com a guarda costeira, mergulhadores encontraram sete pessoas que estavam presas na cabine da embarcação.

Junto com a Itália, a Grécia tem sido um ponto de entrada importante para refugiados tentando entrar na Europa, muitos deles escapando de conflitos e violência na Síria e no Afeganistão. Neste ano, 260 mil pessoas entraram na Grécia até o momento.

As mortes ocorrem depois que quatro adultos foram reportados como desaparecidos no sábado por 25 pessoas resgatadas pela guarda costeira quando o barco delas afundou perto da ilha de Samos. Autoridades gregas afirmam que os riscos para aqueles tentando chegar ao país vão aumentar conforme as condições do clima pioram com a chegada do inverno.

A crise da dívida na Grécia limitou severamente a capacidade do país de lidar com as pessoas que chegam. O governo afirma que vai buscar 730 milhões de euros da União Europeia para ajudar a lidar com os custos crescentes. A primeira-ministra interina Vassiliki Thanou rejeitou as críticas de que o país esteja sendo lento ao lidar com a crise dos refugiados.

“Pedimos a todos que considerem o tamanho da responsabilidade de proteger 16 mil quilômetros de costa litorânea das fronteiras da Europa”, disse ela ao visitar a ilha de Lesbos, ponto de entrada de metade dos que chegam à Grécia.

(Com Estadão Conteúdo)