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Síria: exército retoma controle de reduto rebelde e deixa mais de 80 mortos

O secretário de Estado americano prometeu elevar a ajuda “não-letal” dada aos opositores do regime do ditador Bashar Assad

O exército da Síria retomou neste domingo o controle da cidade de Jdeidet al-Fadel, região na periferia da capital Damasco que estava sob controle dos rebeldes opositores ao regime do ditador Bashar Assad. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a ofensiva deixou pelo menos 85 mortos, incluindo mulheres e crianças. Os combates na região já duram cinco dias e o local foi palco de bombardeiros e enfretamentos entre os dois grupos.

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“Identificamos 85 executados sumariamente, incluindo 28 baleados em um hospital improvisado após as forças de Assad terem entrado em Jdeidet al-Fadel. Tememos que o número de vítimas do massacre seja muito maior”, disse Abu Ahmad al-Rabi, ativista no distrito adjacente de Jdeidet Artouz. Um militante da região de Damasco afirmou à agência AFP que muitas pessoas receberam golpes na cabeça antes da execução.

Iniciado de uma série de manifestações pacíficas inspiradas na Primavera Árabe, o conflito na Síria já dura dois anos e causou mais de 70.000 pessoas, além de outros milhões de refugiados. De acordo com ativistas, a periferia de Damasco é a mais afetada pela violência, com dezenas de mortos diariamente. Em agosto do ano passado, pelo menos 320 pessoas morreram em Daraya, durante cinco dias de investidas do exército.

Ajuda americana – Ainda neste domingo, o secretário de Estado americano, John Kerry, disse que os Estados Unidos iriam duplicar a ajuda “não-letal” às forças de oposição na Síria, chegando aos 250 milhões de dólares. Entre os artigos enviados, podem estar armaduras e óculos de visão noturna.

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Kerry também disse que patrocinadores estrangeiros concordaram em canalizar toda a assistência futura aos rebeldes por meio do Conselho Supremo Militar, podendo chegar a um total de 1 bilhão de dólares em apoio internacional.

Apesar da ajuda, o americano evitou assumir um compromisso para fornecer armas aos rebeldes. O assunto é também controverso entre os líderes europeus, que temem que o armamento caia na mão de grupos terroristas.

(Com agências AFP e Reuters)