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Sindicalistas argentinos voltam a protestar contra Cristina

Três sindicatos diferentes esperam reunir 100.000 pessoas na Praça de Maio

Quase um mês depois da greve geral contra o governo de Cristina Kirchner, os sindicalistas de oposição voltam à Praça de Maio, em Buenos Aires, nesta quarta-feira para protestar contra as políticas fiscais e salariais da presidente.

A manifestação, prevista para as 17h locais (18h de Brasília), deve contar com a participação de vários sindicatos, como a CGT de Hugo Moyano, a CTA de Pablo Micheli e a CGT Azul e Branca de Luis Barrionuevo.

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A única preocupação dos sindicatos é a previsão de chuva, que pode diminuir a participação do protesto. “Se chover, nos molharemos”, disse Micheli ao jornal Clarín. Na CGT, os sindicalistas cruzavam os dedos na noite de terça-feira torcendo para que não chova, com a lembrança de 2002, quando Moyano suspendeu de última hora um protesto devido ao mau tempo. Se o tempo colaborar com a oposição, espera-se reunir 100.000 pessoas na histórica praça.

O objetivo do movimento é exigir a redução dos impostos sobre os salários em protesto contra a política econômica da presidente Cristina Kirchner, em especial a estratégia do governo de estabelecer índices de inflação oficiais abaixo do aferido por institutos de pesquisa independentes – o que provoca a diminuição do valor de compra dos trabalhadores. Os líderes pedem ainda um aumento de emergência para os aposentados.

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O protesto desta quarta-feira, que deve começar com uma hora de atraso no mínimo, segundo o Clarín, será o último do sindicalismo opositor até pelo menos o final do verão.